Bastidores: Lula enfrenta pressão de aliados por nome de consenso ao STF
Articuladores do governo buscam convencer o presidente Lula a indicar um nome com trânsito fácil no Senado para o STF ainda em 2026.

Foto: O presidente Lula (PT) e o advogado-geral da União, Jorge Messias. Foto: Adriano Machado/Reuters · Original e licença
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta um dilema estratégico para o preenchimento de uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, enquanto o petista mantém a preferência pessoal pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, articuladores do governo no Congresso pressionam por uma escolha que garanta uma aprovação sem sobressaltos no Senado ainda este ano.
A preocupação da base governista reside na nova correlação de forças no Legislativo. Com a renovação do Senado prevista para 2027, a oposição, liderada pelo PL, consolidou uma bancada de 28 parlamentares. Diante desse cenário, aliados e integrantes do Palácio do Planalto defendem que a indicação seja feita antes da mudança na composição da Casa, buscando um nome que conte com o aval do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Nesse contexto, o nome de Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado e atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), surge como o favorito entre os articuladores. Pacheco é visto como uma alternativa de maior viabilidade política, especialmente considerando a proximidade construída entre Lula e Alcolumbre durante o último período eleitoral.
Apesar da pressão, o presidente ainda não oficializou sua decisão. A expectativa é que o tema ganhe contornos definitivos após a próxima semana, em paralelo a outras prioridades do governo, como a PEC da Segurança Pública e a Lei Orçamentária Anual.
Em resumo
- Lula prefere Jorge Messias para o STF, mas enfrenta resistência no Senado.
- Articuladores sugerem Rodrigo Pacheco para assegurar aprovação rápida.
- O governo quer concluir a indicação em 2026 devido ao fortalecimento da oposição no Senado em 2027.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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