Brasil

Estudantes de Medicina são expulsos após ataques a bolsistas e apologia ao nazismo no Paraná

A UniCesumar, em Maringá, aplicou punições severas a alunos que compartilharam mensagens discriminatórias e nazistas em grupo de WhatsApp; MPF investiga o caso.

Foto: - André Filgueira/Divulgação UFPR · Original e licença

A UniCesumar, localizada em Maringá, no Paraná, expulsou estudantes do curso de Medicina após uma sindicância interna concluir que os alunos compartilharam conteúdos discriminatórios e referências ao nazismo em um grupo de WhatsApp. A decisão, oficializada na última sexta-feira (30), também incluiu suspensões e advertências para outros envolvidos, conforme a gravidade das condutas identificadas.

O episódio teve início no domingo (25), durante o período de repercussão das eleições presidenciais. Nas conversas, estudantes atacaram colegas que ingressaram na instituição por meio de programas sociais como o Prouni e o Fies. Em um dos registros, um participante chegou a alegar que o pagamento de mensalidades elevadas conferiria uma posição superior aos alunos em relação aos bolsistas.

Além do preconceito socioeconômico, o grupo disseminou imagens de militares nazistas e expressões ligadas ao supremacismo branco. A situação gerou um clima de hostilidade no campus, levando tanto os autores das ofensas quanto os estudantes alvos dos ataques a se afastarem das aulas temporariamente.

O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) manifestou repúdio ao caso, reforçando que comportamentos discriminatórios são incompatíveis com a ética médica. A universidade, por sua vez, declarou que o grupo não era um canal oficial e que mantém suporte psicológico aos alunos afetados. O Ministério Público Federal (MPF) segue com as investigações sobre o ocorrido.

Em resumo

  • A UniCesumar expulsou alunos de Medicina por ataques a bolsistas e apologia ao nazismo.
  • As mensagens foram trocadas em um grupo de WhatsApp após as eleições presidenciais.
  • O caso é investigado pelo Ministério Público Federal e repudiado pelo CRM-PR.

Fonte: Revista Fórum

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