Política · Justiça

Alcolumbre articula permanência no comando do Senado e mira isolamento do PL

Presidente do Senado intensifica negociações para reeleição em 2027, apostando no desgaste da oposição e em pontes com o governo Lula.

Foto: O presidente do Senado, Davi Alcolumbre Crédito: Edilson Rodrigues/Senado · Original e licença

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), acelerou as movimentações políticas para garantir sua permanência no comando da Casa por mais dois anos. Com a eleição prevista para fevereiro de 2027, o parlamentar tem sinalizado a interlocutores, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que as negociações para consolidar sua candidatura estão em estágio avançado.

A estratégia de Alcolumbre foca em construir uma base ampla que transcenda as divisões ideológicas, mesmo diante do fortalecimento do PL, que detém a maior bancada do Senado, com 28 cadeiras. O atual presidente aposta no enfraquecimento da candidatura de Rogério Marinho (PL-RN), seu principal adversário, que enfrenta dificuldades políticas após a saída de Flávio Bolsonaro do país e o desgaste gerado por declarações golpistas do aliado.

Para viabilizar o projeto, Alcolumbre busca o apoio do União Brasil e do Progressistas (PP), além de manter uma aproximação estratégica com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em um movimento para ampliar sua interlocução com setores da direita, o senador também avalia acenos em torno de uma possível anistia a Jair Bolsonaro, tema que, contudo, enfrenta forte resistência no STF.

A cúpula do Judiciário mantém o entendimento de que a Constituição veda a concessão de anistia para crimes contra o Estado Democrático de Direito. Segundo apuração da revista Veja, a maioria dos ministros da Corte considera que a natureza inafiançável e imprescritível desses delitos impede qualquer tentativa de perdão legislativo, especialmente em casos envolvendo organizações criminosas armadas.

Em resumo

  • Davi Alcolumbre articula sua reeleição para a presidência do Senado em 2027 com apoio de partidos de centro e aproximação com o governo Lula.
  • A candidatura de Rogério Marinho (PL) enfrenta dificuldades internas e desgaste político após a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil.
  • Alcolumbre avalia discutir uma possível anistia a Jair Bolsonaro para atrair a direita, embora o STF considere a medida inconstitucional.

Fonte: Brasil 247

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