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Bastidores: Aliados alertaram Flávio Bolsonaro sobre risco de prisão antes de fuga aos EUA

Reunião estratégica revelou que aliados tentaram convencer o senador a evitar o caminho golpista do pai, mas ele optou por deixar o país após intimação da PF.

Foto: Flávio Bolsonaro (PL) beija Jair Bolsonaro (PL) durante a campanha eleitoral do pai, em 2022 - Evaristo Sá - 27.mar.22/AFP · Original e licença

Após a derrota na disputa presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reuniu-se com advogados e aliados políticos em um encontro que durou cinco horas. O objetivo central da cúpula, realizada na segunda-feira (26), era definir os rumos da oposição e evitar que o parlamentar seguisse os passos de seu pai, Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos em regime domiciliar por tentativa de golpe de Estado.

Durante a reunião, o consenso entre os presentes — que incluía nomes como o senador Rogério Marinho e o governador Tarcísio de Freitas — era de que Flávio deveria abandonar teses golpistas e focar em uma oposição institucional. O temor compartilhado pelos aliados era claro: repetir a postura de confronto direto com o Judiciário levaria o senador ao mesmo destino do ex-presidente.

O clima de tensão foi agravado por uma intimação da Polícia Federal, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, que determinou o cancelamento dos passaportes brasileiros do senador e a entrega do documento italiano. Embora tenha gravado um vídeo na ocasião afirmando que entregaria o passaporte e permaneceria no país, Flávio Bolsonaro deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos pouco tempo depois, ignorando orientações de sua defesa técnica.

A decisão de fugir para o exterior isolou o senador dentro do próprio campo político. Enquanto aliados moderados defendiam uma estratégia jurídica para arquivar inquéritos por lavagem de dinheiro, a postura de Flávio acabou por fortalecer o nome de Tarcísio de Freitas como a principal alternativa para liderar a oposição e o futuro da direita brasileira.

Em resumo

  • Aliados alertaram Flávio Bolsonaro de que o confronto com o Judiciário resultaria em prisão.
  • O senador foi intimado pela PF para entregar seus passaportes no âmbito de uma investigação por lavagem de dinheiro.
  • Apesar de prometer publicamente que ficaria no Brasil, Flávio viajou para os EUA, contrariando a estratégia de seus advogados.
  • A fuga ampliou o isolamento político do senador e abriu espaço para novas lideranças na oposição.

Fonte: Folha de S.Paulo

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