Justiça dos EUA enterra processo bilionário de Trump contra Wall Street Journal
Juiz federal rejeita definitivamente ação de US$ 10 bilhões movida por Donald Trump contra o Wall Street Journal por reportagem sobre o caso Epstein.

Foto: O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chega à Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, em 12 de abril de 2026 Crédito: REUTERS/Annabelle Gordon TPX IMAGES OF THE DAY · Original e licença
A Justiça dos Estados Unidos impôs uma derrota definitiva ao presidente Donald Trump neste sábado (31), ao rejeitar de forma permanente a ação de US$ 10 bilhões movida contra o jornal Wall Street Journal e o empresário Rupert Murdoch. O processo, que já havia sido barrado em abril de 2026, questionava uma reportagem de 2025 sobre uma suposta carta de aniversário enviada por Trump ao financista Jeffrey Epstein em 2003.
O juiz federal Darrin Gayles, de Miami, foi enfático ao determinar o encerramento do caso. Segundo o magistrado, a equipe jurídica do presidente não conseguiu demonstrar o chamado "dolo efetivo", critério fundamental na legislação norte-americana para que figuras públicas obtenham sucesso em processos de difamação. Para o juiz, Trump estava "se agarrando a qualquer argumento" na tentativa de questionar a integridade da apuração jornalística.
A decisão judicial destacou que o Wall Street Journal agiu corretamente ao incluir a versão do próprio presidente sobre a autenticidade do documento durante a apuração, o que enfraqueceu a tese de que o veículo teria ignorado deliberadamente a verdade. O magistrado reforçou que, para sustentar a acusação, seria necessário provar que o jornal publicou informações sabendo que eram falsas ou com total desprezo pela veracidade dos fatos, o que não ocorreu.
A reportagem em questão detalhava uma mensagem contida em um álbum de aniversário de Epstein, que incluía uma assinatura atribuída a Trump e conteúdo sexualmente sugestivo. Embora o presidente tenha negado a autoria e classificado o material como difamatório, a sentença de Gayles impede que a mesma demanda seja reapresentada no tribunal de primeira instância. A defesa de Trump já sinalizou que pretende recorrer da decisão, enquanto a Dow Jones, controladora do jornal, celebrou o resultado.
Em resumo
- A Justiça dos EUA rejeitou definitivamente a ação de US$ 10 bilhões de Donald Trump contra o Wall Street Journal.
- O juiz Darrin Gayles concluiu que não houve prova de "dolo efetivo", requisito essencial para processos de difamação movidos por figuras públicas.
- A decisão encerra a possibilidade de o presidente reapresentar a mesma ação no tribunal de primeira instância.
- O processo girava em torno de uma reportagem de 2025 sobre uma suposta carta de Trump ao financista Jeffrey Epstein.
Fonte: Brasil 247

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