Inflação e custo de vida colocam governo Trump sob fogo cruzado nos EUA
Apesar de indicadores macroeconômicos positivos, a persistência dos preços elevados pressiona a gestão de Donald Trump antes das eleições de meio de mandato.

Foto: Donald Trump e Joe Biden. Foto: Reprodução · Original e licença
O governo de Donald Trump enfrenta um desafio persistente que marcou a gestão anterior: a insatisfação popular com o custo de vida. Embora a economia americana apresente um crescimento de 2,2% e a taxa de desemprego esteja em 4,2%, a percepção dos eleitores permanece negativa devido à inflação que continua a corroer o poder de compra das famílias.
A disparidade entre os indicadores oficiais e a realidade das contas domésticas é evidente nos dados salariais. Enquanto o salário médio por hora registrou alta de 3% no último ano, os preços ao consumidor subiram 3,7%. Essa diferença explica por que, mesmo com a Bolsa de Valores em patamares elevados, a avaliação da política econômica de Trump segue sob pressão.
O cenário atual é agravado por fatores externos e internos. O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã elevou os preços da energia, impactando diretamente o valor da gasolina. Paralelamente, medidas adotadas pelo próprio governo, como tarifas comerciais, tiveram efeitos inflacionários. Um estudo do Federal Reserve de Nova York apontou que as taxas anunciadas em abril de 2025 elevaram os preços de bens de consumo em cerca de 2,9%.
Enquanto a Casa Branca, por meio do porta-voz Matthew Middleton, defende que a agenda atual amenizou a crise herdada, vozes críticas apontam contradições. O economista Peter Morici, alinhado aos republicanos, afirmou que a inflação é claramente atribuível a Donald Trump. Em resposta, o governo aposta em medidas como cortes de impostos e redução no custo de medicamentos para tentar reverter o desgaste político antes das eleições de meio de mandato.
Em resumo
- O custo de vida elevado mantém a pressão sobre o governo Trump, apesar do crescimento econômico de 2,2%.
- O aumento dos preços ao consumidor (3,7%) supera o reajuste salarial médio (3%), gerando descontentamento.
- Tarifas comerciais e o conflito com o Irã são apontados como fatores que encareceram bens de consumo e energia.
- A Casa Branca tenta conter o desgaste com promessas de alívio fiscal e redução no preço de medicamentos.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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