Kassab sinaliza distanciamento do bolsonarismo e busca aliança estratégica com Lula
Em entrevista, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, descarta o clã Bolsonaro para 2030 e propõe uma relação mais profunda com o governo Lula 4, condicionada à ortodoxia econômica.

Foto: - O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab - Foto: Henrique Rodrigues/Revista Fórum · Original e licença
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, sinalizou uma mudança significativa no tabuleiro político brasileiro ao descartar a viabilidade de nomes do clã Bolsonaro para a disputa presidencial de 2030. Em entrevista à newsletter do jornal O Globo, o dirigente afirmou que a hegemonia da família na extrema direita sofreu um desgaste irreversível, citando a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro e a falta de coesão interna como entraves decisivos.
Ao mesmo tempo em que afasta o PSD do bolsonarismo, Kassab abriu as portas para uma aproximação mais robusta com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no quarto mandato. O articulador revelou que já existem contatos com o Executivo para ampliar a participação da sigla na gestão federal, condicionando esse apoio a uma agenda de responsabilidade fiscal e moderação ideológica, utilizando como referência a condução econômica dos primeiros anos do petismo.
Sobre a possível anistia aos envolvidos em atos contra o Estado Democrático de Direito, Kassab posicionou-se favoravelmente ao debate, tratando a questão como um gesto de pacificação nacional. Embora tenha ressaltado que o PSD não fechou questão sobre o tema, o dirigente defendeu que uma saída negociada poderia contribuir para a estabilidade das instituições no novo cenário político.
Em resumo
- Gilberto Kassab avalia que o clã Bolsonaro perdeu força para liderar a disputa presidencial de 2030.
- O PSD busca uma relação mais profunda com o governo Lula 4, exigindo diretrizes econômicas ortodoxas.
- O presidente do PSD defende, a título pessoal, a discussão sobre a anistia política como forma de pacificação.
Fonte: Revista Fórum

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