Política · Justiça

CEO da AtlasIntel aponta pressão política em institutos após vitória de Lula

Andrei Roman, da AtlasIntel, afirma que medo de represálias do TSE e CPI das pesquisas distorceu projeções eleitorais que davam vantagem a Flávio Bolsonaro.

Após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) neste domingo (25), o CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, utilizou as redes sociais para questionar a atuação dos principais institutos de pesquisa do país. Segundo o executivo, o temor de sofrer sanções judiciais ou de ser alvo de uma CPI das pesquisas teria levado empresas como Quaest e Datafolha a superestimarem o desempenho do candidato bolsonarista.

Lula garantiu a reeleição com 51,79% dos votos válidos, superando os 48,21% obtidos por Flávio Bolsonaro. Para Roman, a pressão política e o ambiente de judicialização comprometeram a independência dos levantamentos. O CEO da AtlasIntel também admitiu falhas na metodologia da própria empresa, explicando que o período de cinco dias de coleta de dados acabou diluindo a tendência de crescimento da mobilização lulista na reta final da disputa.

Em suas publicações, o pesquisador defendeu uma reforma profunda no Judiciário e o impeachment de ministros, embora não tenha apresentado evidências concretas de que as pressões mencionadas tenham alterado diretamente os resultados das pesquisas. Ele ainda destacou a atuação da Futura, classificando o instituto como o mais corajoso do pleito.

Em resumo

  • Lula foi reeleito com 51,79% dos votos contra 48,21% de Flávio Bolsonaro.
  • CEO da AtlasIntel atribui erros de institutos ao medo de represálias do TSE e de uma CPI.
  • Andrei Roman admitiu falhas metodológicas na própria empresa e defendeu mudanças no Judiciário.

Fonte: ICL Notícias

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