Política · Justiça

Gilmar Mendes cobra imparcialidade da cúpula do TSE após caos no segundo turno

Ministro do STF critica a condução da Corte Eleitoral durante o pleito de 2026 e alerta que hesitações não são neutras.

Foto: Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal. Foto: Rosinei Coutinho/STF · Original e licença

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizou as redes sociais nesta segunda-feira (2) para tecer críticas à condução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o segundo turno das eleições, realizado em 25 de outubro. Embora tenha elogiado o trabalho do colegiado da Corte, Mendes cobrou uma postura de "árbitro equidistante" da atual direção, composta pelo presidente Kassio Nunes Marques e pelo vice-presidente André Mendonça.

A manifestação do magistrado ocorre em um cenário de forte tensão política. No dia da votação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) denunciou publicamente a redução da frota de ônibus em cidades como São Paulo, Salvador e Feira de Santana, apontando obstáculos ao direito de voto. A gestão do transporte e a polêmica decisão sobre a prorrogação do horário de votação até as 19h — que gerou confusão em diversas seções eleitorais — foram pontos centrais do debate.

Ao comentar a atuação da cúpula do TSE, Mendes foi enfático ao declarar que "silêncios e hesitações não são neutros". A decisão de estender o horário, inicialmente determinada pelo ministro Cristiano Zanin e posteriormente restringida pelo TSE apenas às seções que ainda não haviam encerrado as atividades, resultou em problemas técnicos e relatos de eleitores que, mesmo chegando antes das 19h, encontraram urnas já fechadas.

Em sua defesa, o presidente do TSE, Nunes Marques, afirmou que as dificuldades operacionais foram superadas e garantiu que a totalização dos votos não sofreu prejuízos. Apesar das justificativas, o episódio reforça o clima de vigilância sobre a imparcialidade da Justiça Eleitoral.

Em resumo

  • Gilmar Mendes elogiou o colegiado do TSE, mas criticou a postura da direção da Corte.
  • O segundo turno foi marcado por denúncias de falta de transporte e confusão na prorrogação do horário de votação.
  • O presidente do TSE, Nunes Marques, negou que a apuração tenha sido comprometida pelos problemas técnicos.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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