Política · Economia

Lula prepara renovação no Banco Central e deve indicar seis novos diretores até 2027

Com seis vagas a serem preenchidas até o fim de 2027, o presidente Lula terá a oportunidade de reconfigurar a diretoria do Banco Central e influenciar a política monetária.

Foto: Lula Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil | Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil · Original e licença

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem pela frente um cronograma estratégico para a reconfiguração do Banco Central. Até o final de 2027, o chefe do Executivo poderá nomear seis novos diretores para a autoridade monetária, movimento que deve alterar a correlação de forças dentro do Comitê de Política Monetária (Copom). A informação foi divulgada pela Folha de S.Paulo.

Atualmente, o cenário é de vacância em duas cadeiras, abertas desde janeiro. Outras duas indicações devem ser oficializadas até fevereiro de 2026, enquanto as duas últimas vagas deste ciclo serão abertas em 31 de dezembro de 2027. Com essas mudanças, a partir de 2028, a maioria dos nove integrantes do colegiado será composta por nomes indicados pela atual gestão, mantendo-se apenas os diretores Gilneu Vivan e Izabela Correa, além do presidente da instituição, Gabriel Galípolo, cujos mandatos se estendem até o fim daquele ano.

A expectativa em torno das nomeações reacende o debate sobre a condução da política econômica e a possível flexibilização da meta de inflação, hoje fixada em 3% com margem de 1,5 ponto percentual. Segundo relatos, Lula tem cobrado agilidade no envio dos nomes ao Senado para sanar a sobrecarga operacional causada pelas vacâncias. Além da competência técnica, o governo busca ampliar a diversidade de gênero na cúpula, com o nome de Carolina Bohrer sendo cotado internamente.

O nome do economista André Roncaglia, diretor-executivo do FMI, também circulou nos bastidores como possível indicado. Em resposta, Roncaglia afirmou que mantém uma colaboração proveitosa com a Fazenda e o BC a partir de suas funções atuais, destacando que o FMI reconhece o valor das reformas brasileiras. Analistas do mercado financeiro, como o ex-diretor do BC Sérgio Werlang, projetam que o governo deve optar por perfis moderados, mantendo uma linha de atuação que compreenda o cenário macroeconômico sem rupturas bruscas.

Em resumo

  • Lula poderá nomear seis novos diretores para o Banco Central até o final de 2027.
  • A partir de 2028, a maioria do colegiado do Copom será formada por indicados da atual gestão.
  • O governo busca preencher vagas abertas e ampliar a diversidade de gênero na diretoria.
  • O mercado avalia que as futuras escolhas devem manter um perfil técnico e moderado.

Fonte: Brasil 247

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