Política · Segurança

Bastidores da prisão: agente da PF revela hostilidade e rotina de Lula em Curitiba

Livro do agente Jorge Chastalo Filho detalha os 580 dias de custódia do presidente Lula na Superintendência da Polícia Federal, incluindo episódios de tensão e cuidados com a segurança.

Foto: O agente da Polícia Federal Jorge Chastalo Filho acompanha Lula na Superintendência da PF em Curitiba. Foto: Reprodução · Original e licença

O período em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve sob custódia na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, entre 2018 e 2019, é o tema central do livro “Banho de Sol: os 580 dias da prisão de Lula”, escrito pelo agente Jorge Chastalo Filho. A obra traz relatos inéditos sobre a chegada do petista à capital paranaense e o cotidiano rigoroso imposto durante sua permanência no local.

Um dos episódios mais tensos ocorreu logo no traslado aéreo. Segundo Chastalo, que acompanhou o ex-presidente, foram ouvidos insultos via rádio durante o voo, com vozes sugerindo que o preso fosse jogado pela janela. A situação exigiu uma intervenção do comandante da aeronave, que repreendeu as manifestações, e um alerta de uma controladora de tráfego aéreo sobre o monitoramento das comunicações.

Ao descrever a rotina na cela, o agente detalha a austeridade do ambiente, que contava com mobiliário básico e janelas gradeadas. Por precaução, Chastalo relata ter tomado medidas extras de segurança, como a compra de marmitas externas para evitar riscos de contaminação na alimentação. O autor também descreve o impacto emocional de momentos marcantes, como a morte do neto de Lula, Arthur, em 2019, e as restrições impostas para que o petista pudesse se despedir de familiares.

Em resumo

  • O livro de Jorge Chastalo Filho documenta os 580 dias de prisão de Lula em Curitiba.
  • Relatos apontam hostilidade contra o petista durante o voo de transferência em abril de 2018.
  • A obra detalha as condições da cela e os cuidados de segurança adotados pela equipe da PF.
  • O texto aborda momentos de dor pessoal do ex-presidente, como o falecimento de seu neto.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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