Clubes de elite se mobilizam no STF contra proibição das bets
Flamengo, Fluminense e Botafogo lideram audiência no Supremo para discutir os impactos financeiros da MP que restringiu apostas esportivas no país.

Foto: Torcedores do Flamengo. Foto: Reprodução · Original e licença
O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta terça-feira (03) uma audiência pública para debater os reflexos econômicos da Medida Provisória 1.394/2026, que proibiu a exploração e a publicidade de apostas de quota fixa no Brasil. Flamengo, Fluminense e Botafogo foram os primeiros a apresentar seus argumentos ao ministro Luiz Fux, relator das ações que questionam a constitucionalidade da norma.
A sessão, que ocorre em Brasília, conta com a participação de 34 entidades, incluindo representantes da CBF, do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e outros clubes como Grêmio, Cruzeiro, São Paulo e Corinthians. Cada participante dispõe de dez minutos para expor suas considerações sobre o tema, que opõe o setor esportivo, preocupado com a perda de receitas, ao governo federal, que justifica a medida como uma estratégia para conter o endividamento das famílias brasileiras.
Embora a audiência seja um passo importante para o debate jurídico, o STF não emitirá uma decisão definitiva sobre a validade da proibição nesta sessão. A MP, editada pelo presidente Lula em setembro, ainda aguarda tramitação e votação no Congresso Nacional para ser convertida em lei permanente.
Em resumo
- Flamengo, Fluminense e Botafogo debatem no STF os impactos da proibição das apostas.
- A audiência reúne 34 entidades, incluindo CBF e COB, sob relatoria de Luiz Fux.
- O governo defende a medida como combate ao endividamento, enquanto clubes alegam prejuízos financeiros.
- A MP 1.394/2026 ainda depende de aprovação do Legislativo para se tornar definitiva.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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