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Brasil aguarda resposta dos EUA para frear impacto de tarifas de Trump na indústria

O governo brasileiro espera receber nos próximos dias os termos americanos para negociar as sobretaxas que atingem quase 4 mil produtos nacionais e somam bilhões em exportações.

Foto: - Marcio Elias Rosa (Foto: Wikimedia Commons/ José Francisco Pacóla) · Original e licença

O Palácio do Planalto mantém a expectativa de receber, até o início da semana que vem, um documento oficial da gestão Donald Trump detalhando quais setores da economia brasileira os Estados Unidos pretendem explorar com maior facilidade de acesso. A sinalização sobre o envio do texto foi dada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante agenda pública realizada nesta terça-feira, dia 3.

A equipe econômica brasileira já se prepara para responder com uma contraproposta, buscando equilibrar a balança comercial. O governo brasileiro tem sido enfático em rejeitar modelos de negociação que não ofereçam contrapartidas justas, descartando abertamente propostas anteriores que previam uma abertura desenfreada sem benefícios equivalentes para o país, como ocorreu em tratativas com a Argentina.

Enquanto o diálogo não avança para uma solução definitiva, o setor produtivo nacional segue sob o peso de duas sobretaxas impostas em julho. Washington aplica uma cobrança de 25% sob o pretexto de práticas comerciais desleais e outra de 12,5% alegando problemas no combate ao trabalho escravo. De acordo com levantamento da Confederação Nacional da Indústria, o bloqueio atinge 3.985 itens brasileiros, o que representa um volume de US$ 10,8 bilhões em exportações, algo em torno de R$ 55 bilhões.

Em resumo: - O governo brasileiro aguarda o envio de uma proposta formal dos EUA até a próxima semana para discutir as tarifas. - As sobretaxas de 25% e 12,5% continuam em vigor, impactando quase 4 mil produtos nacionais e US$ 10,8 bilhões em exportações. - O Brasil prepara uma contraproposta e mantém a postura de não aceitar acordos que não garantam benefícios recíprocos ao país.

Fonte: Revista Fórum

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