Política

Povos indígenas mobilizam atos pelo país contra onda de violência pós-eleitoral

Movimentos sociais organizam manifestações em três capitais para exigir proteção, investigação de crimes e agilidade na demarcação de terras indígenas.

Foto: - Antônio Cruz/Agência Brasil · Original e licença

Uma nova onda de violência contra comunidades indígenas, deflagrada após o segundo turno das eleições em 25 de outubro, motivou a convocação de manifestações em Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro nesta quarta-feira (4). Os atos buscam pressionar o poder público por medidas urgentes de segurança e pela homologação de 73 terras indígenas.

Segundo dados da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), mais de 30 denúncias de crimes foram registradas no período, incluindo assassinatos, perseguições políticas e incêndios criminosos. O Mato Grosso do Sul é um dos estados mais afetados, com cinco mortes de indígenas Guarani Kaiowá sob investigação. Em um dos casos, servidores municipais de Tacuru confessaram à Polícia Federal a autoria de ameaças de envenenamento da água na Aldeia Sassoró.

Diante da gravidade dos relatos, o Ministério dos Povos Indígenas acionou a Polícia Federal para apurar os fatos, enquanto o governo federal instituiu uma força-tarefa para monitorar a situação. Em carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 29 de outubro, lideranças indígenas exigiram a responsabilização dos envolvidos e o fim da violência nos territórios.

As manifestações desta quarta-feira dão sequência aos protestos ocorridos no último domingo (1º). Em Brasília, a mobilização está prevista para as 16h, no Museu Nacional da República, com marcha em direção ao Congresso Nacional. Em Belo Horizonte, o ato ocorre na Praça Sete, às 17h30, e no Rio de Janeiro, a concentração será na Candelária, a partir das 16h.

Em resumo

  • Mais de 30 denúncias de violência contra indígenas foram registradas desde o fim de outubro.
  • Manifestações ocorrem hoje em Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.
  • Governo federal criou força-tarefa para investigar crimes e proteger comunidades.
  • Movimentos cobram a homologação de 73 terras indígenas e o fim do marco temporal.

Fonte: Revista Fórum

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