Política · Justiça

Ameaçada por entrave burocrático, Linda Brasil busca no TSE garantir mandato conquistado nas urnas

A deputada estadual mais votada de Sergipe, Linda Brasil, recorre ao TSE para reverter indeferimento de sua candidatura causado por pendências da Rede Sustentabilidade.

Foto: Crédito: Sara York · Original e licença

A deputada estadual Linda Brasil (PSOL-SE), mulher mais votada em Sergipe nas eleições de 2026 com 44.384 votos, encontra-se em Brasília para uma intensa articulação jurídica. O objetivo é reverter o indeferimento de sua candidatura, que coloca em risco a posse de seu mandato conquistado pelo voto popular.

O impasse jurídico não decorre de problemas com a campanha de Linda, mas de uma pendência de prestação de contas da Rede Sustentabilidade, partido que compõe a federação com o PSOL, referente ao pleito de 2018. O Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE) indeferiu as candidaturas do PSOL no estado devido a esse histórico, embora a parlamentar argumente que o braço local da Rede não possui diretório ativo em Sergipe desde 2025.

A defesa da deputada recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após o ministro André Mendonça manter, monocraticamente, a decisão regional. O julgamento definitivo pelo plenário da Corte está agendado para o próximo dia 6. Linda Brasil sustenta que a legislação das federações não deve punir um partido por irregularidades de outro que sequer atuou no estado.

Para a parlamentar, o caso ganha contornos de perseguição política. Ela afirma que sua atuação independente e a defesa de pautas progressistas incomodam grupos tradicionais em Sergipe. Caso o TSE mantenha o indeferimento, a deputada já projeta novos horizontes, incluindo futuras disputas para o Executivo, e reafirma sua intenção de se tornar a primeira senadora trans do Brasil.

Em resumo

  • Linda Brasil foi a candidata mais votada de Sergipe, mas teve o registro indeferido pelo TRE-SE.
  • O bloqueio jurídico é reflexo de contas pendentes da Rede Sustentabilidade, parceira de federação do PSOL.
  • O plenário do TSE julgará o recurso da parlamentar no dia 6 de novembro.
  • A deputada defende que a federação não pode ser penalizada por um partido sem diretório ativo no estado.

Fonte: Brasil 247

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