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Gestão Trump restringiu acesso do Congresso a dados de inteligência estratégica

Relatos apontam que o compartilhamento de informações sensíveis foi limitado ou interrompido durante o segundo mandato de Donald Trump, afetando a transparência com o Legislativo.

Foto: Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. Foto: Daniel Torok/Casa Branca · Original e licença

O fluxo de informações de inteligência entre o governo dos Estados Unidos e o Congresso sofreu restrições significativas durante o segundo mandato de Donald Trump. Segundo apuração da agência Reuters, que ouviu oito autoridades atuais e ex-integrantes do setor, o compartilhamento de dados sobre ameaças globais chegou a ser interrompido em momentos críticos da gestão.

As falhas na comunicação tornaram-se evidentes após episódios de alta tensão geopolítica, como a intervenção militar americana no Irã, em junho de 2025, e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro de 2026. Nesses períodos, parlamentares e assessores ficaram sem acesso a relatórios essenciais do gabinete da diretoria de Inteligência Nacional.

O período sob o comando de Tulsi Gabbard, que deixou o cargo em junho de 2026, foi marcado por atritos institucionais, incluindo um distanciamento entre seu gabinete e a CIA. Durante 2025, a agência de inteligência chegou a suspender sua participação como coautora em avaliações do Conselho Nacional de Inteligência, e o gabinete de Gabbard interrompeu informes sobre ameaças eleitorais ao Legislativo.

A situação apresentou mudanças após a posse de Jay Clayton na direção da inteligência nacional, em agosto de 2026, que retomou as apresentações ao Congresso. Embora autoridades indiquem que a cooperação entre a CIA e o conselho tenha sido parcialmente restabelecida, especialistas alertam que a interrupção no fluxo de dados pode ter comprometido a visão estratégica sobre os riscos enfrentados pelo país.

Em resumo

  • O compartilhamento de inteligência com o Congresso foi reduzido ou pausado em momentos de crise sob a gestão de Tulsi Gabbard.
  • A CIA deixou de coassinar avaliações estratégicas em 2025, retomando a prática apenas parcialmente nos meses recentes.
  • O sucessor de Gabbard, Jay Clayton, restabeleceu o envio de informes sobre ameaças eleitorais após assumir o cargo em agosto de 2026.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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