Vendas no atacarejo crescem após restrição às apostas online
Dados da NielsenIQ apontam alta no desempenho do setor de atacarejo nas semanas seguintes à proibição das bets, em meio ao debate jurídico no STF.

Foto: Foto: Danilo Verpa/Folhapress · Original e licença
Um levantamento realizado pela NielsenIQ revelou que 84,3% das lojas de atacarejo apresentaram melhora no desempenho de vendas nas três semanas que sucederam a proibição das apostas online no Brasil. Os dados, divulgados nesta terça-feira (3) pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, indicam uma recuperação expressiva no setor.
Na semana encerrada em 25 de outubro, o atacarejo registrou um aumento de 7,8% no faturamento e uma alta de 2,4% no volume de unidades vendidas, em comparação ao mesmo período de 2025. Em outros segmentos do varejo, como farmácias e supermercados, a parcela de estabelecimentos com desempenho positivo foi de 56,9%.
A pesquisa, que monitorou 16.353 estabelecimentos, aponta ainda uma mudança no comportamento do consumidor, com maior participação de itens de valor mais elevado na cesta de compras. O estudo ressalta, contudo, que os dados refletem uma coincidência temporal e não estabelecem uma relação direta de causa e efeito entre a proibição das bets e o aquecimento das vendas.
O cenário econômico ganha contornos políticos em meio à disputa judicial sobre a continuidade da medida. Durante audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) realizada nesta terça-feira, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, manifestou-se favorável à manutenção da proibição, enquanto o setor esportivo argumenta que a restrição impacta receitas e postos de trabalho.
Em resumo
- 84,3% das lojas de atacarejo tiveram melhora nas vendas após a proibição das apostas.
- Faturamento do setor subiu 7,8% na semana encerrada em 25 de outubro.
- Estudo da NielsenIQ não confirma causalidade direta entre a proibição e o aumento das vendas.
- Ministro Alexandre Padilha defendeu a medida em audiência no STF.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

O que você acha desta notícia?
Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.