Economia

Câmbio pressiona e Banco Central mantém Selic em 13,75% ao ano

O Copom decidiu manter a taxa básica de juros inalterada, citando a desvalorização cambial e a incerteza inflacionária como principais entraves para o corte.

Foto: Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em cerimônia na sede do banco em Brasília – 02/04/2025 Crédito: REUTERS/Ueslei Marcelino · Original e licença

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano. A decisão, tomada sob a presidência de Gabriel Galípolo, reflete a cautela da autoridade monetária diante de um cenário de pressão inflacionária, agravado por uma taxa de câmbio mais depreciada do que o previsto inicialmente.

Em comunicado oficial, o colegiado destacou que a desvalorização da moeda nacional encarece insumos e produtos importados, o que dificulta o controle dos preços. Além do câmbio, o BC apontou como riscos a persistência da inflação de serviços, choques de oferta e a instabilidade geopolítica no Oriente Médio, que impacta o custo do petróleo.

Apesar da manutenção dos juros em patamar restritivo, o Banco Central reconheceu que a economia brasileira já apresenta sinais claros de desaceleração, especialmente em setores dependentes de crédito. Mesmo com a resiliência do mercado de trabalho, o comitê observa que a atividade econômica perdeu fôlego, o que impõe um desafio adicional para equilibrar o combate à inflação sem aprofundar a retração do país.

As projeções para o IPCA também sofreram ajustes. Para o segundo trimestre de 2028, a estimativa subiu para 3,5%. Enquanto isso, o mercado financeiro projeta inflações de 5,2% para 2026 e 4,8% para 2027, distanciando-se das metas oficiais. O BC reforçou que a política fiscal continuará sendo monitorada, já que expectativas desancoradas elevam o custo para estabilizar os preços.

Em resumo

  • A taxa Selic foi mantida em 13,75% ao ano pelo Copom.
  • A depreciação cambial e a inflação de serviços são os principais focos de preocupação do BC.
  • O comitê admitiu que a economia brasileira mostra sinais de desaceleração mais intensa que o esperado.
  • As expectativas de inflação do mercado para 2026 e 2027 permanecem acima da meta.

Fonte: Brasil 247

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