Apoio liberal à crítica contra juros altos: Amoêdo questiona postura do Banco Central
O ex-presidenciável João Amoêdo rompeu com a ortodoxia ao classificar como um erro a manutenção da Selic em 13,75%, mesmo em um cenário de desaceleração econômica.

Foto: Merval, da Globo, agora aposta em Amoedo Crédito: Reprodução/Facebook · Original e licença
Em um movimento que chamou a atenção por vir de um nome historicamente ligado ao liberalismo econômico, o empresário João Amoêdo manifestou descontentamento com a condução da política monetária brasileira. O fundador do Partido Novo avaliou que a autoridade monetária falha ao insistir na taxa Selic em 13,75% ao ano, mantendo juros reais na casa dos 9% em um momento em que a economia nacional perde força.
Amoêdo argumentou que o Banco Central tem se deixado guiar excessivamente pelas projeções do mercado, contidas no Boletim Focus, em vez de observar a realidade de um país que apresenta sinais claros de desaquecimento. Embora o ex-candidato à Presidência continue defendendo o corte de gastos públicos e a revisão de benefícios fiscais como pilares para a estabilidade, ele pontuou que o atual nível de restrição monetária é desproporcional e não possui atalhos para ser resolvido.
A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de não alterar a taxa básica de juros foi tomada sob o reconhecimento de que setores mais sensíveis ao crédito já sofrem com a desaceleração. Contudo, o colegiado justificou a manutenção da Selic citando a persistência inflacionária, a instabilidade cambial e os riscos geopolíticos que afetam o preço do petróleo. O Banco Central também revisou para cima a expectativa de inflação para o segundo trimestre de 2028, fixando-a em 3,5%, o que supera a meta oficial de 3%.
A postura de Amoêdo ilustra como o debate sobre o custo do dinheiro no Brasil tem extrapolado as fronteiras do pensamento desenvolvimentista. Ao questionar a eficácia de manter juros tão elevados, o empresário sinaliza que mesmo setores que pregam o ajuste fiscal começam a enxergar limites para o aperto monetário imposto pelo Banco Central.
Em resumo: - João Amoêdo criticou a manutenção da Selic em 13,75% ao ano, considerando o patamar de juros reais excessivo. - O Banco Central justificou a decisão citando pressões inflacionárias e incertezas externas. - A projeção de inflação para o segundo trimestre de 2028 foi elevada para 3,5%.
Fonte: Brasil 247

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