Política · Economia

Equipe econômica avalia corte em incentivos fiscais para reforçar caixa da União

Governo federal estuda reduzir renúncias tributárias para equilibrar contas públicas sem comprometer investimentos em programas sociais.

Foto: O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, enfrentam o desafio de equilibrar as contas públicas e preservar os investimentos sociais em 2027 Crédito: Adriano Machado/Reuters · Original e licença

Em busca de maior sustentabilidade para as contas públicas, o governo federal analisa uma nova rodada de cortes nos incentivos tributários concedidos ao setor produtivo. A estratégia, revelada pelo jornalista Fabio Graner no jornal O Globo, visa elevar a arrecadação federal preservando o orçamento destinado a programas sociais e o atendimento às populações mais vulneráveis.

A equipe econômica trabalha com duas frentes principais para viabilizar a medida. Uma delas, defendida pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, propõe um abatimento linear sobre os benefícios já existentes. A outra alternativa consiste em realizar cortes cirúrgicos, focando especificamente em regimes fiscais que demonstrem baixa eficiência econômica.

O cenário fiscal é desafiador: as renúncias tributárias devem atingir R$ 612 bilhões em 2026, o equivalente a 4,4% do PIB. Para 2027, a projeção orçamentária aponta uma queda para R$ 443,3 bilhões, movimento impulsionado pela transição do sistema tributário. Contudo, o governo ainda aguarda a definição da alíquota da nova Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) para mensurar o impacto real desses benefícios.

Embora a proposta conte com apoio de diversos setores do PT e de economistas, a decisão final permanece sob análise do presidente Lula. Especialistas ponderam que, embora a medida possa estimular a competitividade e acelerar o superávit primário, o governo precisa calibrar as mudanças para não pressionar a inflação ou prejudicar o investimento em um momento de juros elevados.

Em resumo

  • O governo estuda reduzir benefícios fiscais para aumentar a arrecadação sem cortar gastos sociais.
  • As renúncias fiscais somam R$ 612 bilhões em 2026, com previsão de queda para R$ 443,3 bilhões em 2027.
  • O ministro Dario Durigan defende a aplicação de um corte linear nos incentivos vigentes.

Fonte: Brasil 247

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