Bastidores do Senado: Alcolumbre articula recondução enquanto oposição testa forças
Davi Alcolumbre intensifica negociações para manter o comando do Senado, enquanto Rogério Marinho e Tereza Cristina buscam viabilizar uma candidatura única da oposição.

Foto: Davi Alcolumbre, Tereza Cristina e Rogério Marinho. Foto: Reprodução · Original e licença
A corrida pela presidência do Senado entrou em uma fase decisiva de cálculos e movimentações estratégicas. O atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), trabalha para consolidar sua recondução ao cargo, utilizando a pauta legislativa como principal moeda de troca. Em contrapartida, os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) articulam apoios em busca de uma candidatura de oposição que consiga fazer frente ao favoritismo do parlamentar amapaense.
Para demonstrar força e influência, Alcolumbre tem impulsionado temas prioritários para o governo Lula, como a PEC da Segurança Pública e o debate sobre o fim da escala 6x1. O grupo que compõe a federação União-PP, somado ao MDB, PSD e PSB, projeta uma base de 26 senadores para fevereiro. Com a adesão esperada da bancada do PT, que conta com 11 parlamentares, o bloco chegaria a 37 votos. Embora aliados estimem alcançar 48 apoios, a natureza secreta do voto mantém o cenário em aberto.
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), sinalizou que a tendência é de apoio a Alcolumbre, embora a decisão ainda não tenha sido formalizada pelo partido. Em um movimento para atrair setores da direita, o atual presidente reservou a relatoria da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 para Eduardo Gomes (PL-TO). Além disso, a disputa pelo comando da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) segue no centro das negociações, com o senador eleito Arthur Lira (PP-AL) como um dos nomes em evidência.
Do lado da oposição, Rogério Marinho aposta no peso da bancada do PL, que terá 29 senadores a partir de fevereiro, para atingir os 41 votos necessários. Já Tereza Cristina mantém sua candidatura ativa, buscando transitar entre diferentes alas do Centrão. Ambos os candidatos evitam ataques diretos para não fortalecer o atual presidente e planejam avaliar a contagem de votos em janeiro para decidir se um deles abrirá mão da disputa em favor de um nome único.
Em resumo
- Davi Alcolumbre busca a reeleição à presidência do Senado com apoio do bloco governista e da federação União-PP.
- Rogério Marinho e Tereza Cristina articulam uma possível candidatura única da oposição para o pleito de fevereiro.
- A distribuição de cargos estratégicos, como a relatoria da LDO e o comando da CCJ, é o principal eixo das negociações políticas.
- O PT tende a apoiar Alcolumbre, mas aguarda a formalização interna da decisão.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

O que você acha desta notícia?
Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.