Bradesco corta previsão de crescimento e alerta para inflação persistente em 2027
Instituição financeira revisa projeção do PIB para 0,4% e aponta desafios inflacionários e restrições de crédito para o próximo ano.

Foto: Moedas de real Crédito: REUTERS/Bruno Domingos · Original e licença
O Bradesco revisou para baixo suas expectativas para a economia brasileira, reduzindo a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2027 de 1% para 0,4%. A mudança reflete um cenário de maior cautela, marcado pela restrição no crédito, queda na confiança do setor empresarial e condições financeiras mais rigorosas.
Além da desaceleração econômica, o banco elevou suas estimativas para a inflação. A projeção para o IPCA em 2026 subiu de 4,9% para 5,5%, enquanto para 2027 a expectativa passou de 4,1% para 5,3%. Segundo o economista-chefe da instituição, Fernando Honorato, o país enfrenta uma sequência de choques que pressionam os preços, mesmo em um ambiente de atividade econômica mais fraca.
O relatório aponta que o terceiro trimestre de 2026 deve registrar uma retração de 0,2% no PIB, indicando que medidas de estímulo não foram suficientes para conter o arrefecimento. Para o especialista, o cenário exige um reforço no arcabouço fiscal para ancorar as expectativas do mercado, mantendo a meta de superávit primário de R$ 73,2 bilhões para 2027, com um piso de R$ 36,6 bilhões.
Em relação à política monetária, o Bradesco projeta que a taxa Selic, hoje em 13,75% ao ano, permaneça estável durante todo o primeiro semestre de 2027. A expectativa é de uma flexibilização gradual apenas na segunda metade do ano, encerrando o período em 12,75%.
Em resumo
- Projeção do PIB para 2027 reduzida de 1% para 0,4%.
- Estimativa de inflação (IPCA) elevada para 5,5% em 2026 e 5,3% em 2027.
- Selic deve permanecer em 13,75% no primeiro semestre de 2027, com queda para 12,75% até o fim do ano.
Fonte: Brasil 247

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