Fim da escala 6x1: uma conquista histórica que exige vigilância e continuidade
Dirigente da CUT celebra a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e aponta novos desafios para a proteção dos direitos trabalhistas no Brasil.

Foto: - Ato em defesa do fim da jornada 6x1 (Valter Campanato/Agência Brasil) · Original e licença
A recente aprovação da Emenda Constitucional que estabelece a jornada de 40 horas semanais e coloca um ponto final na escala 6x1 é celebrada por movimentos sindicais como um marco civilizatório. Para Valeir Ertle, secretário Nacional de Assuntos Jurídicos da Central Única dos Trabalhadores (CUT), a medida representa a devolução de direitos fundamentais ao trabalhador, como o tempo para o convívio familiar, lazer e descanso.
Em artigo, o dirigente destaca que a conquista não foi uma concessão, mas o resultado de uma trajetória de lutas que remonta ao início do século XX. Ele recorda que o teto de 48 horas foi fixado em 1932, seguido pela redução para 44 horas na Constituição de 1988, sempre sob forte pressão da classe trabalhadora contra a resistência do setor patronal.
Apesar da vitória, Ertle alerta que o movimento sindical enfrenta agora o desafio de combater a precarização disfarçada pela 'pejotização' e pela uberização. Segundo o autor, a garantia de direitos básicos para trabalhadores informais permanece como uma linha de frente inegociável para assegurar que os benefícios da nova jornada alcancem toda a base laboral.
O texto também vincula a manutenção dessas conquistas ao cenário político nacional. Para o representante da CUT, a proteção dos direitos trabalhistas e a continuidade de políticas sociais dependem da manutenção do projeto democrático liderado pelo presidente Lula, visando evitar retrocessos que, na visão do autor, seriam promovidos por setores da extrema-direita.
Fonte: Revista Fórum

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