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Prospera MEI: Governo prepara auxílio de até R$ 5 mil para impulsionar pequenos negócios

Conheça os detalhes do novo programa federal que pretende injetar R$ 5 bilhões no empreendedorismo brasileiro e como o recurso poderá ser utilizado.

Foto: - Pacote prevê acompanhamento do Sebrae para, por exemplo, identificar as maiores vulnerabilidades do MEI antes de investir. (Paulo Pinto/Agência Brasil) · Original e licença

O governo federal deu o primeiro passo para fortalecer o microempreendedorismo no país com o anúncio do pacote Prospera MEI, apresentado em 13 de outubro. A medida principal, apelidada de Pix MEI, prevê o repasse de até R$ 5 mil para trabalhadores por conta própria, sem a necessidade de devolução do valor. A iniciativa, que ainda aguarda regulamentação, tem como meta investir R$ 5 bilhões ao longo de quatro anos, alcançando cerca de 1 milhão de beneficiários, com prioridade para mulheres empreendedoras de menor faturamento.

Embora o programa gere expectativa, o Ministério do Empreendedorismo esclarece que o benefício ainda não está disponível para solicitação. O governo trabalha na estruturação das regras de acesso e nos procedimentos operacionais. A proposta é que o recurso funcione como um fomento à atividade produtiva, contando com assistência técnica de parceiros como o Sebrae, e não como um empréstimo convencional.

Especialistas orientam que o sucesso da medida dependerá do planejamento do empreendedor. Segundo o economista Mário Marques, da SKEMA Business School, o recurso deve ser aplicado para eliminar gargalos específicos, como a falta de equipamentos, a necessidade de ampliação de estoque ou estratégias de divulgação. 'A primeira pergunta deve ser o que impede o empreendimento de faturar mais', destaca o professor.

O Ministério do Empreendedorismo sugere que o valor pode ser aplicado em diversas frentes, como a compra de máquinas para costureiras, utensílios de cozinha para o setor de alimentação ou até a aquisição de veículos elétricos para entregadores. No entanto, o economista alerta para o risco de o dinheiro ser absorvido por dívidas antigas. Para ele, o foco deve ser o investimento que gere retorno e crescimento, evitando que o auxílio seja utilizado apenas para cobrir despesas imediatas sem promover a sustentabilidade do negócio.

Fonte: Revista Fórum

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