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O ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu a criação de um imposto sobre pagamentos semelhante à extinta CPMF como forma de aliviar tributos sobre a folha de pagamento. Para ele, uma tributação parecida com a CPMF seria um jeito eficiente e rápido de arrecadar imposto, desde que a alíquota seja baixa. "Pequenininho, [o tributo] não machuca", disse.
Em evento na noite desta terça-feira (20) em São Paulo, voltado para empresários e executivos, Guedes declarou que o tributo é "horroroso", mas melhor do que manter os altos encargos que encarecem a contratação de empregados.
Metade dos líderes da Câmara é contrária à criação de ’nova CPMF’
Segundo ele, o imposto sobre transações "baixinho e que funciona" é uma forma de arrecadar dinheiro de forma mais rápida. "Entre um imposto horroroso, muito feio, e a opção por desoneração da folha, prefiro abraçar o feioso a ficar com a oneração da folha do jeito que é hoje", disse o ministro, afirmando que esta é uma escolha da sociedade.
"Hoje, um jovem vai chegar e ter o primeiro emprego, saindo da faculdade para trabalhar. Ganha R$ 1.000 de salário, [mas] custa R$ 2.000 [à empresa]. Precisa reduzir os encargos trabalhistas."
Governo nega CPMF, mas fala em ’CP’
O governo ainda não apresentou sua proposta de reforma tributária, mas o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, vem adiantando detalhes do projeto.
A maior controvérsia é justamente uma tributação sobre transações financeiras como forma de compensar a desoneração da folha de pagamento. Para Cintra, porém, não se trata de uma nova CMPF, mas de uma CP (Contribuição sobre Pagamentos), mais moderna e eficiente.
Extinta em 2007, a CPMF era cobrada sobre movimentações financeiras e tinha o apelido de "imposto do cheque".
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