1025 visitas - Fonte: G1
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (18) a segunda fase da ‘Operação SOS’, que investiga supostos desvios em contratos de organizações sociais para a gestão de hospitais públicos no Pará. Estão sendo cumpridos 95 mandados de busca e apreensão, 54 mandados de prisão temporária e seis de prisão preventiva no Pará e mais sete estados: São Paulo, Goiás, Ceará, Amazonas, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Mato Grosso.
Segundo a Polícia Federal, esta fase da operação, denominada Reditus, é para esclarecer as suspeitas de crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro apuradas ao londo das investigações.
A Justiça também determinou sequestro de móveis e imóveis da pessoa que seria o principal operador financeiro do possível esquema, o bloqueio de contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas e determinou também a suspensão de duas empresas que eram usadas, conforme a PF, para lavagem de dinheiro.
A suspeita é que tenham sido desviados cerca de R$ 455 milhões. Os contratos são de 2019 e 2020 e passam de R$ 1,2 bilhão entre quatro organizações sociais, cinco hospitais públicos e quatro hospitais de campanha montados para enfrentar a pandemia.
Dinheiro em espécie foi apreendido, mas o valor, assim como as cidades onde os mandados são cumpridos e nomes dos investigados não foram revelados pela Polícia Federal até as 10h15. Cerca de 400 de policiais e servidores da Controladoria Geral da União estão envolvidos no cumprimento dos mandados.
Suspeita de lavagem de dinheiro
As investigações apontam que o governo estadual repassava recursos às organizações e estas contratavam outras empresas para prestar os serviços nas unidades de saúde. Ainda conforme a Polícia Federal, os serviços eram superfaturados ou não eram prestados.
Isso permitia a lavagem de dinheiro e parte dos recursos que deveria ser usado na saúde voltava para pessoas ligadas à organização criminosa.
Os nomes dos investigados nesta fase da operação não foram revelados. O Governo do Estado, no entanto, informou em nota que não é alvo da operação porque os contratos com as organizações sociais já foram rompidos. O governo afirmou ainda na nota que apoia as investigações e que espera que a verdade seja esclarecida.
Primeira fase
Quando foi deflagrada em setembro, a ’Operação SOS’ teve entre os alvos de mandados de busca e apreensão o governador do Pará Helder Barbalho (MDB) e secretários do governo. Na época foram cumpridos 41 mandados de busca e apreensão expedidos no estado.
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