Randolfe Rodrigues e Humberto Costa estão produzindo um livro para contar os bastidores da CPI da Covid

Portal Plantão Brasil
7/10/2021 10:53

Randolfe Rodrigues e Humberto Costa estão produzindo um livro para contar os bastidores da CPI da Covid

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500 visitas - Fonte: Folha de São Paulo

Os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI da Covid, e Humberto Costa (PT-PE) vão narrar os bastidores da comissão em um livro que será lançado em 2022 pela editora Companhia das Letras.



A comissão parlamentar de inquérito no Senado para investigar a atuação do governo federal na gestão da epidemia da Covid-19 foi criada em abril deste ano após ordem do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso.

À comissão já prestarem depoimentos o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, o ex-secretário de Comunicação do governo federal Fabio Wajngarten e a médica a médica Nise Yamaguchi, entre outros.
Mandetta apresentou ao grupo uma carta na qual ele alertava o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre o crescimento dos riscos do coronavírus ainda durante a sua gestão no comando da pasta.

Ele também afirmou que Yamaguchi sugeriu uma mudança da bula da cloroquina/hidroxicloroquina por meio de decreto presidencial. A ideia era que a Covid-19 fosse incluída na lista de doenças para as quais servem esses medicamentos.



A médica, por sua vez, defendeu o tratamento precoce em sua fala à CPI com cloroquina e hidroxicloroquina contra a Covid-19 e esquivou-se de responder sobre posicionamentos feitos no ano passado sobre imunidade de rebanho e vacinação. Ela também negou fazer parte de um gabinete paralelo de aconselhamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre a condução da pandemia.

Wajngarten admitiu que a carta em que a Pfizer oferecia negociar doses de vacina ao Brasil ficou parada por ao menos dois meses no governo federal.

Mais recentemente, a empresa de planos de saúde Prevent Senior entrou no radar da CPI após o recebimento do dossiê dos médicos da Prevent, que relatou que hospitais da rede eram usados como “laboratórios” para estudos com medicamentos sem eficácia comprovada para o tratamento da Covid-19, como a hidroxicloroquina. Os familiares dos pacientes não seriam informados de que receberiam esses medicamentos.



Depoimento da advogada Bruna Morato, que representa médicos que trabalham para a Prevent Senior, reforçou as acusações. Com isso, o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), afirmou à coluna que a CPI não deve mais ser encerrada na semana que vem, como gostariam senadores governistas e até mesmo integrantes do G7, grupo de parlamentares de oposição e independentes que formam maioria na comissão.

Aziz afirmou que uma reunião de senadores deve bater o martelo sobre o assunto, mas que a possibilidade é a de que os trabalhos sejam prorrogados.

Pelo regimento, a CPI pode funcionar até novembro. Mas a previsão é de que acabe em outubro.
O senador Renan Calheiros já adiou mais de uma vez a apresentação do relatório, diante de fatos novos surgidos na CPI.



Sobre o depoimento da advogada de médicos da Prevent, Renan afirma que "o caso é um dos mais estarrecedores até aqui. E, o que deu para perceber, a Prevent Senior fez esses experimentos macabros para agradar o presidente Bolsonaro e o ministério da Economia com fraudes, falsificações e experimentos inumanos. A Prevent rasgou o juramento de Hiporcátes e o Código de Nuremberg de uma só vez".



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