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O aval final do Conselho da União Europeia para o acordo comercial com o Mercosul é visto pelo Palácio do Planalto como uma vitória que transcende a economia, carregando um peso geopolítico estratégico e um potencial trunfo político em pleno ano eleitoral. A conclusão de um tratado negociado por mais de 25 anos é interpretada pelo governo Lula como um reforço da narrativa presidencial em favor do multilateralismo e da reinserção internacional do Brasil, em contraste com um cenário global de protecionismo e tensões.
Do ponto de vista econômico, o acordo é encarado como uma ferramenta para diversificar os parceiros comerciais do país, reduzindo a dependência de Estados Unidos e China, e para ampliar o acesso de produtos brasileiros a mercados europeus com maior estabilidade institucional. A expectativa é que ele facilite a exportação de bens com maior valor agregado e ajude a reduzir barreiras tarifárias e burocráticas. Lula celebrou o feito como um "dia histórico para o multilateralismo", destacando o tratado como uma "sinalização em favor do comércio internacional" em um momento de crescente isolacionismo.
Internamente, a equipe do presidente trabalha para que a ratificação do acordo pelo Congresso Nacional ocorra ainda no primeiro semestre, visando sua entrada em vigor o mais rápido possível. Auxiliares diretos avaliam que a concretização deste objetivo de política externa pode render dividendos políticos significativos durante a campanha eleitoral, apresentando Lula como um estadista capaz de fechar negociações complexas e benéficas para o país.
O vice-presidente Geraldo Alckmin também ressaltou os benefícios, afirmando que o pacto "promove emprego, investimento e comércio com regras". A Confederação Nacional da Indústria (CNI) acompanha com expectativa positiva, embora defenda uma agenda sinérgica entre governo e setor privado para maximizar os ganhos. O tratado, que une mercados com mais de 718 milhões de pessoas e um PIB combinado superior a 22 trilhões de dólares, prevê a eliminação gradual de tarifas para cerca de 90% dos produtos comercializados entre os blocos. A mudança de posição da Itália, após a inclusão de salvaguardas para setores sensíveis, foi crucial para viabilizar a aprovação, mesmo com a oposição de países como França, Polônia e Áustria.
Com informações da CNN Brasil
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