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A cassação de Eduardo Bolsonaro e sua permanência covarde nos Estados Unidos transformaram o PL de São Paulo em um verdadeiro campo de batalha. O vácuo deixado pelo "Bananinha" — que fugiu do país para escapar do braço da Justiça e de uma provável condenação no STF por coação ao Judiciário — escancarou um racha profundo entre os aliados do Capitão preso. Sem o nome principal nas pesquisas, o bolsonarismo agora se digladia por espaço, expondo uma queda de braço que envolve desde a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro até o núcleo mais íntimo da família.
Do exterior, Eduardo tenta manter as rédeas do seu curral eleitoral indicando o deputado Gil Diniz como seu sucessor natural. No entanto, o plano enfrenta resistência interna e esbarra nas ambições de Michelle Bolsonaro, que usa o PL Mulher para projetar nomes como o de Rosana Valle, tentando ampliar seu próprio poder dentro da sigla. Enquanto isso, o governador Tarcísio de Freitas, que deve seu cargo ao líder preso na "Papudinha", mantém sua postura habitual de submissão e acovardamento, sem energia para mediar o conflito ou impor uma liderança que unifique a direita paulista.
A disputa pelas duas vagas ao Senado em 2026 atrai figuras insistentes como Marco Feliciano, que implora pelo aval de Jair Bolsonaro, mas é visto pela cúpula do partido como uma peça "barulhenta" e de pouca viabilidade eleitoral. Outros nomes, como o coronel Mello Araújo e Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente, aparecem como alternativas, mas carregam resistências e dúvidas sobre a capacidade de sustentar uma campanha majoritária. Valdemar Costa Neto tenta conter a sangria e prega uma definição rápida para evitar que o palanque escape do controle oficial do PL.
O caos em São Paulo ameaça diretamente o projeto presidencial de Flávio Bolsonaro. O senador sabe que, sem um palanque robusto no maior colégio eleitoral do país, suas pretensões para 2026 podem virar pó. Parte do partido defende uma aliança pragmática com a chapa de Tarcísio, que prefere nomes como Guilherme Derrite e até o dissidente Ricardo Salles, hoje no Novo. O problema é que a família Bolsonaro guarda um rancor profundo de Salles, e aceitá-lo de volta significaria admitir a derrota política para um ex-aliado que abandonou o barco após ser escanteado.
A fragmentação da direita em São Paulo é o cenário dos sonhos para o campo progressista. Figuras como Ricardo Salles já alertam que, se o bolsonarismo continuar se dividindo em brigas de ego e rancores familiares, a esquerda poderá abocanhar as vagas ao Senado com facilidade. A incapacidade de Jair Bolsonaro em sinalizar uma preferência clara mantém todos os interessados em suspensão, alimentando uma guerra de bastidores que desgasta a imagem de união que o clã tenta vender aos seus seguidores mais fiéis.
O desfecho dessa crise revelará quem realmente manda no que restou do espólio bolsonarista em solo paulista. Entre as ordens vindas dos EUA, as manobras de Michelle e a inércia de Tarcísio, o PL caminha para o Carnaval em meio a um incêndio interno. A permanência de Eduardo Bolsonaro no exterior, fugindo de suas responsabilidades legais, apenas acelera o processo de canibalização política dentro de um movimento que, sem o comando centralizado de outrora, começa a se devorar publicamente.
Com informações do DCM
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