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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, herdou uma série de problemas estruturais da gestão anterior, comandada por Roberto Campos Neto, sendo o caso do Banco Master o mais emblemático. Em entrevista ao UOL, Haddad disse que Galípolo "descascou o abacaxi" com responsabilidade, tendo que tomar decisões duras em relação à instituição financeira envolvida em um rombo que pode chegar a R$ 17 bilhões. “Todo ele constituído na gestão anterior. (...) O Galípolo herdou esse enorme problema. Não era da diretoria dele, ele estava em outra diretoria, e ele herdou um grande abacaxi”, afirmou o ministro, ressaltando que confia na competência do atual presidente do BC para resolver a situação.
Além do Banco Master, Haddad citou a expansão das fintechs sem fiscalização imediata como outra herança problemática. Ele criticou a decisão passada de postergar a regulação dessas empresas para 2029, criando um cenário que, segundo ele, facilitou a atuação do crime organizado e gerou resistência política quando o governo tentou trazê-las para o escopo da Receita Federal. “Voltaram agora, inclusive, para desviar, porque provavelmente nós vamos pegar gente graúda da oposição, porque senão a oposição não estaria fazendo isso”, questionou Haddad, em uma crítica direta aos parlamentares que se opuseram à medida.
O ministro também mencionou a "desancoragem das expectativas econômicas" como um terceiro desafio herdado, que Galípolo estaria trabalhando para corrigir. Sobre a política de juros, Haddad reafirmou acreditar que há espaço para cortes na taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, citando que o próprio mercado projeta uma taxa de 12% no final de 2026. A entrevista expõe a tentativa do governo de atribuir desafios econômicos e regulatórios complexos à administração anterior do BC, enquanto elogia a atuação da gestão atual para solucioná-los.
Com informações do UOL
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