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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta segunda-feira (19) que não disputará nenhum cargo eletivo nas eleições de 2026. Em um gesto de desprendimento e visão estratégica, Haddad comunicou ao presidente Lula que prefere se afastar das urnas para priorizar o debate sobre os rumos estruturais do Brasil no cenário internacional. A decisão encerra as especulações sobre uma nova tentativa de conquistar o governo de São Paulo, cargo para o qual Lula tentou convencê-lo a concorrer novamente após a disputa de 2022.
A saída de Haddad do primeiro escalão deve ocorrer em fevereiro, marcando o fim de um ciclo vitorioso na condução da economia brasileira. O ministro revelou que as conversas com o presidente têm sido marcadas por um tom pessoal e respeitoso, dada a amizade de longa data entre os dois. Haddad reforçou que sua prioridade agora é colaborar com a reeleição de Lula como um formulador de ideias, acreditando que sua permanência na Fazenda seria incompatível com as exigências de uma campanha que definirá o futuro da nossa democracia.
Em sua análise sobre o momento político, Haddad fez um alerta contundente sobre o avanço da extrema-direita, classificando o período atual como uma fase de instabilidade profunda. Para o ministro, o surgimento de figuras como Jair Bolsonaro habilitou candidatos despreparados a se apresentarem como "imperadores do Brasil", explorando o desespero de setores da sociedade. Ao abdicar de uma candidatura própria, Haddad sinaliza que o enfrentamento ao extremismo exige inteligência e projetos que vão além da disputa imediata por cargos políticos.
O ministro deixa o governo após quase dez anos de serviços prestados em pastas fundamentais, como Educação e Fazenda, onde acumulou conquistas históricas para o povo brasileiro. Ele destacou que não tem interesse em cargos no curto prazo e que o momento pede uma pausa para planejar a defesa do projeto progressista diante das ameaças autoritárias. A indicação de seu secretário-executivo, Dario Durigan, para sucedê-lo na Fazenda, aponta para a continuidade de uma gestão que trouxe estabilidade e justiça social ao país.
A decisão de Haddad também reflete a necessidade de o PT organizar seus quadros para enfrentar uma direita consolidada em estados como São Paulo. Ao recusar a disputa majoritária, o ministro abre espaço para que novas lideranças surjam sob a sua coordenação programática. Para aliados, a postura de Haddad é um exemplo de lealdade ao projeto de Lula, preferindo ser o arquiteto de uma estratégia global de país do que se desgastar em uma máquina eleitoral que muitas vezes ignora os debates de fundo.
Com a saída confirmada, Haddad passará a atuar como um elo entre o governo brasileiro e os grandes debates internacionais, defendendo a democracia e a justiça climática. Enquanto a oposição tenta se organizar em meio a rachas internos, o campo progressista ganha um articulador livre das amarras do cargo de ministro para blindar a candidatura de Lula em 2026. O foco agora é garantir que o Brasil não retroceda e que a experiência acumulada por Haddad ajude a construir as bases de um país mais racional, justo e soberano.
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Com informações do DCM
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