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A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) encaminhou um ofício à Advocacia-Geral da União (AGU) pedindo medidas contra a disseminação de fake news que acusam falsamente o presidente Lula de cometer o crime de transfobia. A campanha de desinformação surgiu após um discurso de Lula na Casa da Moeda, no Rio de Janeiro, na semana passada, quando ele, ao falar sobre os perigos da inteligência artificial, trocou acidentalmente o pronome ao se referir à deputada estadual Érika Takimoto (PT-RJ), uma mulher cisgênero presente no evento. O presidente disse "ele" no lugar de "ela", um erro pontual corrigido em seguida.
No entanto, dias depois, perfis ligados a políticos de direita – como o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, o deputado Nikolas Ferreira e o vereador Rubinho Nunes – passaram a distorcer o fato, associando a fala à deputada Erika Hilton, que é uma mulher transexual e não estava no evento. As publicações, que acusavam Lula de transfobia e cobravam um posicionamento de Hilton, viralizaram, somando milhões de visualizações. No ofício ao advogado-geral Jorge Messias, Erika Hilton argumenta que houve desinformação deliberada e calúnia, com potencial de danar a imagem do presidente, aumentar a polarização e minar a confiança nas instituições. Ela pede investigação de uma possível coordenação na rede, responsabilização dos envolvidos, retratação pública e remoção do conteúdo das plataformas.
Com informações da Folha de S.Paulo
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