Balanço do Enamed revela que 30% dos cursos de Medicina são insatisfatórios

Portal Plantão Brasil
19/1/2026 18:17

Balanço do Enamed revela que 30% dos cursos de Medicina são insatisfatórios

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O Ministério da Educação, sob a gestão firme de Camilo Santana, divulgou nesta segunda-feira (19) um balanço alarmante que coloca em xeque a qualidade da formação médica no Brasil. Mais de 100 cursos de Medicina receberam avaliação insatisfatória no Enamed, o exame nacional conduzido pelo Inep. Como resposta imediata, o governo federal anunciou punições severas para 99 instituições, incluindo o bloqueio de novas vagas e a suspensão de programas como o Fies, visando proteger a sociedade de profissionais sem a qualificação necessária.

Os dados revelam um abismo entre o ensino público de excelência e a ganância do setor privado. Enquanto as universidades federais e estaduais alcançaram índices de qualidade superiores a 84%, as instituições privadas com fins lucrativos e as municipais amargaram os piores resultados. Nas públicas municipais, o cenário é desolador: 87,5% dos cursos foram reprovados. O MEC identificou que quase 13 mil alunos que estão prestes a se formar não atingiram o nível de conhecimento considerado suficiente para exercer a medicina.

A tentativa de esconder a realidade por parte de entidades que representam universidades particulares, que tentaram barrar a divulgação dos dados na Justiça, foi derrotada. O governo Lula reafirma que o acesso à educação não pode ser um "balcão de negócios" sem compromisso com a vida. Cursos com conceito 1 sofrerão suspensão total da entrada de novos alunos, enquanto faculdades com nota 2 terão cortes graduais que variam de 25% a 50% nas vagas disponíveis, medidas válidas até a próxima avaliação.

A punição atinge diretamente o bolso das instituições que priorizam o lucro em detrimento da formação técnica. O ministro Camilo Santana destacou que o objetivo não é apenas punir, mas forçar uma correção estrutural nessas faculdades. "É um instrumento para que a gente possa fazer as instituições corrigirem e ter um ensino de qualidade", afirmou. Para o governo federal, a saúde da população depende de um monitoramento rigoroso que impeça a proliferação de diplomas sem o devido respaldo científico e prático.

No total, oito faculdades terão a suspensão total de ingressos, ficando completamente fora de programas federais de financiamento. Outras dezenas de instituições estão agora impedidas de ampliar seu número de estudantes. Essa política de supervisão rigorosa marca o fim da era do "vale-tudo" na abertura de cursos de Medicina, garantindo que apenas as instituições comprometidas com a seriedade e com os critérios do Inep possam continuar operando plenamente no país.

Enquanto a Associação Nacional das Universidades Particulares tenta encontrar brechas técnicas para questionar os números, o governo federal segue focado na transparência e na defesa do SUS. A divulgação desses resultados é uma vitória do direito à informação e um passo decisivo para sanear o ensino médico brasileiro. Com a manutenção dessas medidas até outubro de 2026, o MEC assegura que o mercado de trabalho não seja inundado por profissionais despreparados por culpa da negligência acadêmica de grupos empresariais.

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Com informações do DCM

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