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O governo brasileiro iniciou uma avaliação cautelosa sobre o convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Brasil participe de um eventual Conselho de Paz voltado à Faixa de Gaza. Em reunião nesta segunda-feira (19) com o chanceler Mauro Vieira, o presidente Lula deu o primeiro passo em um processo decisório considerado complexo, mas sem pressa para dar uma resposta. A orientação do Itamaraty é realizar consultas com países parceiros e aprofundar as análises internas antes de qualquer posicionamento, diante dos riscos diplomáticos envolvidos.
Segundo interlocutores do governo, há preocupações significativas: a proposta pode criar um mecanismo fora da estrutura das Nações Unidas – contrário à tradição multilateralista da política externa brasileira –, e ainda não há clareza sobre o papel que o Brasil exerceria, com receio de uma participação meramente decorativa. Outro ponto sensível é a ausência, até o momento, de representantes oficiais da Palestina no conselho, que também já foi criticado por Israel. O governo busca equilibrar a preservação dos princípios da diplomacia brasileira com a manutenção de uma relação estável com Washington, especialmente após um período de tensões tarifárias. A decisão final dependerá de mais esclarecimentos sobre os objetivos reais da iniciativa de Trump.
Com informações do SBT News
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