765 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A Justiça de Belo Horizonte aceitou a denúncia contra Henrique Vorcaro Garcia, policial civil e falso líder religioso, acusado de chefiar uma associação criminosa que utilizava terreiros de umbanda para praticar atrocidades. O réu, que é primo do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, transformou espaços de fé em cenários de horror nos bairros Santa Efigênia e Sion. A denúncia do Ministério Público revela uma estrutura familiar voltada para o crime, envolvendo a esposa, a mãe e a irmã do acusado em um esquema de exploração cruel.
Os crimes atribuídos ao grupo são estarrecedores e incluem estupro, tortura, extorsão, estelionato e posse ilegal de arma de fogo. De acordo com o Ministério Público, Henrique Vorcaro utilizava sua influência espiritual para abusar sexualmente de mulheres, alegando que os atos eram "rituais de limpeza". Enquanto o bolsonarismo costuma atacar religiões de matriz africana, figuras como Vorcaro utilizam a estrutura dessas comunidades para camuflar condutas perversas, manchando a imagem de instituições sérias para obter vantagens financeiras e satisfação pessoal.
Relatos detalhados pelas vítimas expõem a face sádica do grupo. Uma jovem de 22 anos denunciou ter sido submetida a sessões de tortura onde teve o pé e a perna queimados com álcool e fogo durante uma suposta sessão mediúnica. Outra mulher descreveu como era levada a salas reservadas, onde o criminoso ligava músicas para abafar o som dos abusos. A assistente Flávia Miriam Leite é apontada como peça-chave no esquema, auxiliando o líder a isolar e intimidar as pessoas em situação de vulnerabilidade emocional.
Além da violência física e sexual, o grupo exercia um controle financeiro implacável sobre os fiéis. Eram feitas cobranças abusivas por serviços espirituais e rituais obrigatórios, como o "descarrego de pólvora", sob constantes ameaças de morte física ou espiritual. Testemunhas afirmam que Henrique Vorcaro não hesitava em exibir armas de fogo dentro do terreiro para garantir o silêncio das vítimas, demonstrando um perfil violento que se aproveitava do cargo de policial civil para imprimir medo e impunidade.
O caso tramita sob segredo de Justiça, mas a gravidade dos fatos mobilizou a opinião pública após reportagens denunciarem o esquema. A defesa dos acusados alega "inocência religiosa", uma estratégia comum para tentar desviar o foco da natureza puramente criminal dos atos praticados. É fundamental que as instituições não permitam que o prestígio econômico da família ou a influência policial do réu interfiram no rigor da lei, garantindo justiça para as dezenas de pessoas que tiveram suas vidas destruídas por essa organização.
A queda de Henrique Vorcaro representa uma vitória para as vítimas de abusos cometidos sob o pretexto da fé. O governo atual e as autoridades de Minas Gerais acompanham o desdobramento da denúncia, reforçando o compromisso com a proteção das mulheres e o combate ao uso de cargos públicos para a prática de delitos. Que este processo sirva de exemplo contra criminosos que se infiltram em comunidades religiosas para predar vulneráveis, expondo a verdadeira face de quem usa o nome do sagrado para esconder a própria perversidade.
Com informações do DCM
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