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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrenta uma barreira intransponível em sua busca pelo apoio do eleitorado evangélico para a corrida presidencial de 2026. Apesar de ampliar a presença em eventos religiosos e buscar diálogo com pastores de grande influência, a movimentação do filho do ex-presidente esbarra em uma postura de cautela e resistência aberta. As lideranças mantêm conversas reservadas, mas se negam a qualquer gesto público de endosso, em um sinal claro das limitações do projeto de Flávio.
Nos bastidores, a avaliação predominante entre os principais caciques religiosos é a de que Flávio Bolsonaro não possui densidade política para liderar o campo conservador. Essa leitura realista tem conduzido o segmento a uma alternativa considerada muito mais viável e competitiva: uma chapa encabeçada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) como vice. A atuação conjunta dos dois no STF durante o caso da prisão domiciliar de Bolsonaro foi interpretada como um sinal de coordenação política forte e uma saída estratégica para o bolsonarismo.
A rejeição a Flávio foi expressa de forma crua pelo pastor Silas Malafaia, em um diálogo relatado por interlocutores. Ao ser procurado pelo senador para um jantar, Malafaia foi direto: “Já disse para ele: você não tem musculatura para enfrentar isso. Se nós queremos vencer e derrotar Lula e PT, o Tarcísio é o nome que tem capilaridade”. O pastor defendeu a chapa Tarcísio-Michelle como a composição mais viável para o eleitorado conservador. Tentativas de aproximação com outras lideranças de peso, como o pastor Samuel Ferreira, da Assembleia de Deus Madureira, e com setores da Universal do Reino de Deus, seguiram o mesmo padrão: cortesia na conversa, mas nenhuma abertura para apoio político.
A estratégia das lideranças evangélicas é clara: preservar o vínculo com Jair Bolsonaro sem assumir o alto custo político de abraçar precocemente uma candidatura frágil. Eles preferem manter canais abertos com todas as facções do bolsonarismo, aguardando um consenso amplo. Enquanto isso, Flávio tenta construir um ambiente próprio, com apoios discretos como o do bispo JB Carvalho, da Comunidade das Nações. Outros, como o bispo Robson Rodovalho, da Sara Nossa Terra, mantêm a porta aberta, mas pregam cautela. “Defendo que caminhamos juntos até encontrar um ponto de equilíbrio. Está muito cedo para declarar apoio”, afirmou Rodovalho, destacando o risco de divisão no segmento. A corrida pela alma do eleitorado evangélico, portanto, já tem um favorito claro, e não é Bolsonaro.
Com informações do jornal O Globo
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