152 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O avanço tecnológico, que deveria servir ao povo, foi sequestrado por uma elite ínfima de super-ricos. Um novo relatório da Oxfam revela que apenas seis bilionários detêm o controle de nove das dez maiores redes sociais do mundo. Na inteligência artificial, o cenário é ainda mais assustador: apenas três bilionários concentram quase 90% do mercado global de chatbots. Esse monopólio digital não serve para incluir ninguém, mas sim para garantir lucros astronômicos enquanto restringe liberdades e manipula o que bilhões de pessoas consomem como informação.
Diferente da visão democrática defendida pelo governo Lula, essa concentração de poder transforma ferramentas de comunicação em mecanismos de vigilância e repressão. A diretora da Oxfam Brasil, Viviana Santiago, alerta que essa elite tenta controlar a narrativa global e reinterpretar a história a seu favor. Sem uma regulação séria, o que vemos é a criação de um ambiente perfeito para ampliar desigualdades, onde setores altamente poluentes e lucrativos operam com o poder de censurar vozes dissonantes e vigiar quem se levanta contra as injustiças.
O documento cita casos graves de repressão, como no Quênia, onde o X (antigo Twitter) foi utilizado para rastrear manifestantes que lutavam contra leis abusivas. Sob o comando de figuras como Elon Musk, expoente do pensamento que flerta com o bolsonarismo internacional, o discurso de ódio nas plataformas disparou 50%. Essas redes deixaram de ser simples empresas para se tornarem agentes políticos perigosos, capazes de intimidar críticos e distorcer o debate público para manter os privilégios de seus proprietários bilionários.
A inteligência artificial segue pelo mesmo caminho sombrio, com uma dominação quase total por parte de apenas três indivíduos. A ausência de regras claras permite que essas ferramentas sejam moldadas para proteger estruturas de dominação e manipular o imaginário coletivo em escala global. Viviana Santiago reforça que não há neutralidade nessa posse: os mesmos que lucram com a desinformação também possuem uma pegada de carbono gigantesca, destruindo o meio ambiente enquanto tentam ditar as regras da sociedade moderna através da tecnologia.
Enquanto os super-ricos se reúnem no luxuoso Fórum de Davos para falar em "diálogo", a realidade é de silenciamento sobre essa concentração brutal de poder digital. O evento conta com centenas de CEOs e líderes da tecnologia, mas ignora o impacto democrático desse monopólio. O presidente Lula, priorizando a agenda interna e a soberania nacional, não compareceu ao encontro suíço, sendo o Brasil representado pela ministra Simone Tebet em painéis focados no crescimento da América Latina, longe do cinismo da elite que controla as ferramentas de IA.
É urgente que o mundo enfrente essa tentativa de controle total por parte de bilionários que desprezam a vontade popular. A regulação das plataformas digitais e da inteligência artificial não é uma questão técnica, mas uma necessidade de sobrevivência democrática. Precisamos de ferramentas que promovam a inclusão e a liberdade real, e não algoritmos desenhados por uma minoria privilegiada para espalhar o ódio, vigiar opositores e manter a riqueza concentrada nas mãos de quem nunca trabalhou pelo bem comum do planeta.
Com informações do DCM
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