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O governo do presidente Lula está confiante de que a impunidade de Carla Zambelli está com os dias contados. O processo de extradição da bolsonarista na Itália avançou de forma decisiva após o Brasil entregar toda a documentação exigida pela Corte de Apelação de Roma. As autoridades brasileiras prestaram garantias detalhadas sobre o sistema prisional e as condenações da ex-parlamentar, esvaziando as tentativas da defesa de alegar perseguição política ou problemas de saúde para evitar que ela responda por seus crimes em solo nacional.
Zambelli, que fugiu do Brasil para tentar escapar da Justiça, está presa na capital italiana desde julho. O Ministério Público da Itália já se manifestou a favor da extradição, rejeitando as narrativas fantasiosas de que ela seria uma vítima política. Para garantir o cumprimento da lei, o governo brasileiro informou que a criminosa será encaminhada à Penitenciária Feminina do Distrito Federal, a Colmeia. Lá, ela terá garantida a separação adequada de perfil e o atendimento necessário, sem os privilégios que o bolsonarismo costuma exigir.
A condenação de Zambelli pelo Supremo Tribunal Federal soma dez anos de prisão por sua participação na invasão criminosa do sistema do Conselho Nacional de Justiça, em parceria com o hacker Walter Delgatti Neto. A leitura em Brasília é que o cerco se fechou e as manobras protelatórias da defesa, classificadas por autoridades como "chicanas", não têm mais sustentação. A Itália agora avalia os fatos reais: uma parlamentar que usou o mandato para atacar instituições democráticas e violar sistemas de segurança do Estado.
Embora a Corte de Apelação possa levar algumas horas para oficializar a decisão, o clima entre os diplomatas brasileiros é de otimismo. O governo italiano tem mantido uma postura de respeito às decisões judiciais, e a expectativa é que não haja interferência política para salvar a aliada de Bolsonaro. A defesa ainda pode tentar recursos desesperados na Corte de Cassação, mas os argumentos técnicos apresentados pelo Ministério da Justiça do Brasil são considerados robustos e irrefutáveis diante da gravidade dos delitos cometidos.
A situação de Zambelli serve de exemplo para a prole bolsonarista e seus seguidores que acreditam estar acima da Constituição. A fuga para o exterior não garantiu a liberdade que a ex-deputada esperava, e o rigor das instituições italianas mostra que o mundo não tolera investidas golpistas. Enquanto ela amarga os dias na carceragem em Roma, o sistema judiciário brasileiro se prepara para dar o destino final a quem conspirou contra a democracia, garantindo que o tempo de desmandos e ataques frontais ao Poder Judiciário tenha consequências reais.
Após a decisão final na Itália, o desfecho será o retorno de Zambelli em um voo de extradição para iniciar o cumprimento de sua pena de uma década. O governo Lula reafirma, com essa articulação internacional, o compromisso com a soberania das leis brasileiras. A "Colmeia" aguarda aquela que achou que o crime e a mentira seriam suficientes para protegê-la da justiça. É a vitória do Estado de Direito sobre o autoritarismo de quem um dia tentou desestabilizar a República e hoje se vê isolada e sem saída.
Com informações do DCM
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