165 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O mundo assiste com perplexidade a uma nova escalada autoritária de Donald Trump, que agora utiliza a economia global como arma para satisfazer seus delírios de expansão territorial. O atual presidente dos EUA anunciou a imposição de uma tarifa de 10% sobre produtos de nações aliadas, como França, Alemanha e Reino Unido, simplesmente porque esses países se opõem à sua obsessão de anexar a Groenlândia. O "tarifaço", que pode saltar para 25% em junho, é uma tentativa clara de chantagear a Dinamarca e seus parceiros da OTAN para que cedam o controle da ilha estratégica de um jeito ou de outro.
Em entrevista ao Brasil de Fato, o historiador Fernando Horta aponta que essa postura agressiva inverte a lógica da segurança internacional: hoje, os Estados Unidos de Trump representam uma ameaça maior à estabilidade da Europa do que a própria Rússia. Enquanto o governo russo mantém disputas fronteiriças resolváveis, Trump age com uma mentalidade de guerra, tentando antecipar cenários de conflito ao buscar o controle do Ártico para ganhar segundos valiosos na visualização de mísseis balísticos intercontinentais. É o tabuleiro geopolítico sendo movido por uma mente que ignora a diplomacia em favor da força bruta.
A Groenlândia, um território quase inabitado e coberto de gelo, tornou-se a peça central de um jogo perigoso que pode isolar Washington. Aliados históricos começam a recalcular suas posições, percebendo que o "parceiro" americano é, na verdade, um vizinho invasivo e imprevisível. O uso de tarifas como punição política fere tratados internacionais e escancara o desprezo de Trump pela soberania alheia, tratando um território dinamarquês como se fosse um lote imobiliário a ser adquirido à base de ameaças econômicas e militares.
Essa estratégia não apenas fragiliza a OTAN, mas empurra a Europa para os braços de novos parceiros e reaquece a tensão comercial global. Especialistas questionam se as medidas são parte de um plano militar articulado ou apenas o devaneio de um líder doentio. O fato é que a agressividade de Trump força o mundo a reagir a um cenário onde a principal potência do planeta abandona a cooperação para agir como um saqueador de territórios, colocando em risco a segurança e a sobrevivência do equilíbrio internacional.
O desfecho desse embate pode redefinir as fronteiras do século XXI. Se a Europa ceder, abrirá precedentes perigosos para novos abusos imperiais. Se resistir, enfrentará uma guerra comercial que promete sacudir mercados e derrubar moedas. O que Trump chama de "segurança nacional" é, para o restante do globo, um ataque direto à paz. O governo Lula e os países do Sul Global observam essa fragmentação, cientes de que, sob Trump, as regras do jogo mudaram: não há mais aliados, apenas países que ainda não foram tarifados ou ameaçados.
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Com informações do DCM
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