O submundo que mistura exploração da fé e crimes financeiros volta a assombrar o bolsonarismo com a inclusão do "apóstolo" Cesar Belluci, da Sete Church, em investigações de peso. Belluci agora é réu em um processo que apura um esquema de pirâmide financeira com criptomoedas que teria causado um prejuízo de R$ 70 milhões a investidores enganados. Além disso, seu nome foi jogado no ventilador pela própria senadora Damares Alves na CPMI que investiga a "farra do INSS", revelando que o líder religioso pode estar no centro de uma rede de corrupção que sangra o dinheiro dos aposentados brasileiros.
A inclusão de Belluci na CPMI ocorreu após um barraco público entre as lideranças da extrema direita religiosa. Pressionada por Silas Malafaia, que a chamou de "leviana linguaruda", Damares divulgou uma lista de pastores e igrejas envolvidos em relatórios de inteligência financeira. Entre os dados escabrosos, descobriu-se que a Sete Church recebeu transferências vultosas, incluindo um Pix de R$ 120 mil e doações de luxo, como uma BMW e um relógio Rolex, provenientes de investigados pela Operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos de benefícios do INSS.
O esquema de pirâmide atribuído a Belluci e seus sócios funcionava por meio da empresa Ever Operações e Investimentos, que prometia retornos milagrosos de até 8% ao mês com bitcoin. Como é praxe nessas fraudes, os pagamentos foram suspensos sob a desculpa de "instabilidade do mercado" após atraírem milhões de reais. Enquanto sócios da empresa foram presos e humilhados, a denúncia aponta que Belluci teria atuado na blindagem de patrimônio dos golpistas, usando empresas de fachada em nome de familiares para esconder o dinheiro roubado das vítimas.
Advogados que representam os lesados afirmam categoricamente que o apóstolo "emprestou" seu nome para constituir empresas que distribuíam bens adquiridos com recursos ilícitos. A defesa de Belluci tenta se desvincular, alegando que a sociedade foi encerrada precocemente e que ele desconhecia as atividades fraudulentas do ex-sócio Meldequias Vasconcelos. No entanto, os relatórios enviados à CPMI mostram que o fluxo de dinheiro e dízimos suspeitos continuou ocorrendo justamente no período em que as fraudes contra o INSS e a pirâmide financeira estavam em pleno vapor.
Esse escândalo escancara a hipocrisia de setores que se dizem "defensores da família" enquanto se lambuzam em esquemas de corrupção e roubo de aposentadorias. O envolvimento de igrejas bolsonaristas em lavagem de dinheiro e estelionato digital não é apenas um caso isolado, mas parece um método de operação. Enquanto o povo sofre com a inflação e a insegurança, esses falsos profetas ostentam carros de luxo e joias de origem duvidosa, protegidos por parlamentares que agora, em um momento de desespero, começam a entregar uns aos outros.
A justiça brasileira agora tem o dever de aprofundar as investigações sobre a Sete Church e o papel de Belluci na ocultação de bens. O cerco que se fecha em torno desses "apóstolos" do capital é um passo necessário para limpar a política e a religião da influência nefasta do crime organizado. A CPMI do INSS tem em mãos provas contundentes de que a "moralidade" pregada por esses aliados de Bolsonaro nunca passou de uma fachada para esconder o enriquecimento ilícito às custas da miséria alheia e da fé dos brasileiros.
Com informações do DCM
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