Onda de protestos contra a política de imigração brutal de Trump toma as ruas dos EUA

Portal Plantão Brasil
21/1/2026 11:53

Onda de protestos contra a política de imigração brutal de Trump toma as ruas dos EUA

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O segundo mandato de Donald Trump completa um ano sob uma atmosfera de revolta e luto. Milhares de americanos ocuparam as ruas e campi universitários nesta terça-feira em um grito uníssono contra a política migratória desumana do governo republicano. A faísca que incendiou a mobilização nacional foi o assassinato brutal da ativista Renée Nicole Good, executada por um agente do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Fronteiras) em Minneapolis, crime que escancara a face violenta de um Estado que escolheu a repressão como método de governo.

As manifestações, organizadas por movimentos de base e sindicatos, espalharam-se de Washington a Asheville, atingindo centros urbanos progressistas como São Francisco e Seattle. O sentimento de indignação não se limita aos grandes centros; em cidades menores e em escolas de ensino médio, jovens deixaram as salas de aula para denunciar as táticas de terror impostas pelos agentes federais. Pesquisas de opinião já confirmam o que as ruas gritam: a esmagadora maioria da população repudia o uso desproporcional da força e a militarização da imigração promovida pelo governo.

O cenário nos centros de detenção, como o de El Paso, no Texas, é de horror absoluto. Informações oficiais confirmam a morte de três detentos apenas nas últimas seis semanas, transformando essas unidades em verdadeiros depósitos humanos sem qualquer garantia de direitos fundamentais. Grupos como o Indivisible e o 50501 lideram a resistência, exigindo o fechamento imediato desses locais e o fim das operações sanguinárias do ICE, que age sob o comando direto de um presidente que se orgulha de perseguir as populações mais vulneráveis.

Enquanto Trump insiste na narrativa autoritária de que as urnas lhe deram carta branca para deportar milhões de pessoas e rasgar a dignidade humana, a sociedade civil organizada mostra que a resistência será implacável. Em Cleveland e Santa Fé, o que se viu foi a força da juventude em defesa dos refugiados e contra a supremacia branca que muitas vezes serve de combustível para essas agências federais. O descontentamento popular cresce à medida que o governo aposta na violência para cumprir sua agenda ideológica radical.

O legado desse primeiro ano de retorno de Trump à Casa Branca é marcado pela fragmentação social e pelo aumento da letalidade policial contra imigrantes e ativistas. A morte de Renée Nicole Good tornou-se o símbolo de uma luta que não aceita o silêncio diante da barbárie. Os protestos desta terça-feira são apenas o prelúdio de um embate cada vez mais acirrado entre uma gestão que governa pelo medo e uma população que exige respeito às liberdades civis e à vida.

A política de imigração de Trump, baseada na exclusão e na agressão, está sendo desafiada por uma coalizão diversa que inclui desde estudantes até veteranos sindicalistas. O mundo observa com preocupação a erosão dos valores democráticos nos Estados Unidos, onde a caça aos imigrantes e a repressão ao ativismo se tornaram prioridades estatais. A luta pela justiça e pela memória das vítimas do ICE continuará sendo o motor das ruas contra os desmandos do governo republicano.

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Com informações do DCM

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