ONU declara "falência hídrica" global e alerta para FIM das reservas de ÁGUA DOCE

Portal Plantão Brasil
21/1/2026 13:09

ONU declara "falência hídrica" global e alerta para FIM das reservas de ÁGUA DOCE

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O planeta atingiu um ponto de ruptura irreversível na gestão de seus recursos mais vitais. Em um relatório alarmante divulgado nesta terça-feira, especialistas da Universidade das Nações Unidas anunciaram que a humanidade entrou oficialmente em uma era de "falência hídrica". O estudo revela que o modelo de consumo atual é insustentável: estamos gastando muito mais do que a "renda" anual de chuvas e neves, destruindo reservas milenares armazenadas em geleiras e aquíferos para sustentar um sistema de desperdício e poluição desenfreada.

A gravidade do cenário é comparada a um desequilíbrio financeiro terminal. Segundo o levantamento, mais da metade dos grandes lagos do mundo está encolhendo e 70% dos aquíferos subterrâneos estão em declínio. Não se trata mais de uma "crise" passageira, mas de uma falência estrutural causada pela combinação catastrófica de mudanças climáticas, desmatamento e uso excessivo pela agricultura e indústria. Atualmente, 4,4 bilhões de pessoas — mais da metade da população global — já enfrentam a falta de água pelo menos um mês por ano.

Kaveh Madani, diretor do Instituto de Água da ONU, é enfático ao afirmar que governos e sociedades precisam abandonar o otimismo ingênuo. O custo econômico dessa negligência já é colossal, com prejuízos anuais estimados em US$ 307 bilhões devido a secas severas. A natureza não consegue mais recarregar os estoques na mesma velocidade em que a atividade humana os exaure, agravada por uma poluição que torna parte da pouca água restante imprópria para o consumo, o que exige uma reestruturação radical das políticas públicas.

O setor agrícola, responsável por 70% do uso global de água, é apontado como um dos pilares que precisam de revisão imediata. O relatório defende que os líderes mundiais reconheçam formalmente a falência global para que a gestão dos recursos seja feita com base na escassez real, e não em uma abundância que não existe mais. A alteração nos padrões de chuva e o aumento das temperaturas aceleraram a evaporação, comprometendo o ciclo natural que filtra e mantém a qualidade da água doce essencial para a vida.

A falência hídrica ameaça não apenas o consumo humano, mas a estabilidade econômica mundial e a paz entre as nações, dado o potencial de conflitos por recursos escassos. O documento da ONU serve como um ultimato para que o multilateralismo e a ciência guiem a reorganização dos ecossistemas. Sem a proteção imediata de bacias hidrográficas e a mudança nos modelos de produção, o custo da sobrevivência se tornará impagável para as futuras gerações, que herdarão um planeta com reservas exauridas.

A mensagem de Davos e da ONU é clara: a água doce agora deve ser tratada como um ativo finito e em rápido desaparecimento. O reconhecimento dessa nova realidade permanente é o único caminho para evitar um colapso total. O relatório insta a uma mudança de paradigma onde a conservação não seja apenas uma opção ambiental, mas uma estratégia de sobrevivência econômica e social diante de um clima que já não perdoa a exploração predatória dos recursos naturais.

Com informações do DCM

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