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O advogado Walfrido Warde abandonou, nesta quarta-feira, a equipe de defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em um movimento que sinaliza o desespero nos bastidores do sistema financeiro. A saída ocorre em um momento crítico, onde informações de bastidor indicam que Vorcaro estaria pronto para aderir a uma colaboração premiada para tentar salvar a própria pele. Warde, conhecido por sua postura contrária a esse tipo de estratégia, preferiu deixar o barco antes que as confissões sobre o esquema bilionário venham a público.
O caso do Banco Master já é tratado pelo governo Lula e pelo ministro Fernando Haddad como a "maior fraude bancária" da história do Brasil. O Banco Central determinou a liquidação extrajudicial da instituição após detectar suspeitas gravíssimas de fraude na venda de carteiras de crédito para o Banco de Brasília (BRB), em uma transação nebulosa que alcança a cifra astronômica de R$ 12,2 bilhões. O esquema teria como objetivo mascarar rombos e beneficiar figuras influentes, drenando recursos que deveriam estar protegidos pela regulação monetária.
A possível delação de Vorcaro caiu como uma bomba em Brasília, deixando setores que se lambuzaram em esquemas financeiros durante os anos de descontrole do governo anterior em estado de alerta máximo. A Polícia Federal já realizou diversas operações contra o banqueiro, que agora afirma ter interesse no "esclarecimento dos fatos". No entanto, o tom de colaboração é visto como uma tática de sobrevivência diante das provas contundentes de manipulação de mercado e gestão fraudulenta que levaram à queda do banco.
Paralelamente ao processo judicial, o Banco Central tornou-se alvo de uma campanha de ataques digitais orquestrada para desacreditar a fiscalização. A PF investiga pagamentos milionários feitos a influenciadores digitais para que disparassem críticas à autoridade monetária, tentando criar uma cortina de fumaça sobre as fraudes detectadas. Essa estratégia de milícias digitais, muito comum no submundo bolsonarista, tenta agora blindar criminosos do colarinho branco que agiram contra a estabilidade econômica do país.
O processo subiu para o Supremo Tribunal Federal e está sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, que impôs sigilo total sobre as investigações. Uma acareação já foi realizada no tribunal, indicando que o STF está disposto a ir a fundo na apuração das responsabilidades. Enquanto o Tribunal de Contas da União (TCU) realiza inspeções técnicas, a tendência é que as decisões do Banco Central sejam referendadas, confirmando que a intervenção foi necessária para estancar a sangria de recursos provocada pela gestão de Vorcaro.
A debandada na defesa de Daniel Vorcaro reforça a percepção de que o castelo de cartas do Banco Master ruiu de vez. A política de austeridade e fiscalização rigorosa retomada no atual governo não permite mais que o sistema financeiro seja usado como cassino para fraudes bilionárias. Com a saída de Warde e a iminência de uma delação bombástica, o país aguarda para saber quem serão os próximos nomes de peso a caírem junto com o império de papel construído por Vorcaro às custas do erário público.
Com informações do G1
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