76 visitas - Fonte: Plantão Brasil
Em mais um episódio de pura irresponsabilidade diplomática, o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu inflamar novamente as tensões globais. Nesta quinta-feira, do alto de sua arrogância a bordo do Air Force One, Trump confirmou o envio de uma "grande força" militar para o Oriente Médio. O movimento, que inclui o deslocamento do porta-aviões Abraham Lincoln e uma flotilha de escolta, ignora qualquer tentativa de solução pacífica e coloca o planeta sob o risco real de um conflito de proporções catastróficas.
A sanha autoritária de Trump não se limita ao campo bélico; ele agora tenta impor uma ditadura comercial global. O presidente reafirmou que aplicará tarifas punitivas de 25% contra qualquer país que se atreva a manter relações comerciais com o Irã. É o método Trump de "diplomacia": usar a economia americana como um porrete para dobrar nações soberanas, desprezando as regras do comércio internacional e prejudicando, inclusive, parceiros históricos que buscam o equilíbrio no mercado de energia.
Esse novo surto de belicismo ocorre logo após um período em que o próprio Trump havia fingido um recuo estratégico. A mudança brusca de postura revela a instabilidade perigosa de um líder que usa ameaças de bombardeio como ferramenta de marketing político. Enquanto isso, o governo iraniano já sinalizou que não ficará inerte e promete retaliações contra bases americanas na região, transformando o Oriente Médio em um barril de pólvora pronto para explodir por causa do ego de um único homem.
O impacto dessas declarações já é sentido de forma imediata e desesperadora pela população civil. Diante da iminência de um ataque, diversas bases militares passaram por esvaziamentos parciais e cidadãos de países aliados receberam recomendações para fugir do território iraniano. É o retrato fiel de como a extrema-direita no poder gera instabilidade, pânico e deslocamentos forçados, priorizando a demonstração de força militar em detrimento da vida humana e da segurança internacional.
Para o Brasil e para o mundo, o retorno desse discurso de "fogo e fúria" é um lembrete do perigo que representa a ausência de lideranças comprometidas com o multilateralismo, como o presidente Lula. Enquanto líderes progressistas buscam a paz e o fortalecimento da ONU, Trump trabalha para esvaziar as instituições internacionais e agir por conta própria. Suas tarifas de 25% são um ataque direto à soberania dos países emergentes, que se veem forçados a escolher entre o comércio justo e a submissão aos caprichos de Washington.
A escalada promovida por Donald Trump nesta semana só serve aos interesses da indústria armamentista e dos setores mais radicais que o sustentam. Ao enviar navios "só por precaução", ele empurra o mundo para um beco sem saída onde qualquer erro de cálculo pode resultar em tragédia. A vigilância da comunidade internacional é urgente para impedir que o delírio de poder de Trump transforme as águas do Oriente Médio em um cenário de destruição sem precedentes na história recente.
Ouça:
NOW - Trump: "We have a big force going toward Iran... we have a massive fleet heading in that direction." pic.twitter.com/H8aH1VdfTO
— Disclose.tv (@disclosetv) January 22, 2026