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O Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), conhecido internacionalmente como Banco do BRICS, iniciou a formulação de uma nova estratégia para os próximos cinco anos, com prioridade para projetos de transição energética, infraestrutura e inovação financeira. O anúncio foi feito pela presidente da instituição, Dilma Rousseff, durante o 11º Encontro Anual do Conselho de Governadores. De acordo com informações publicadas pela RT Brasil, Dilma afirmou que o banco pretende ampliar sua atuação em áreas consideradas estratégicas para os países-membros, incluindo soluções digitais, financiamento em moedas nacionais e investimentos voltados para energia limpa e desenvolvimento sustentável. Segundo ela, a meta é fortalecer a capacidade de financiamento dos países integrantes do bloco, reduzindo a dependência das estruturas financeiras dominadas por grandes centros internacionais.
Além dos mecanismos financeiros tradicionais, o Banco do BRICS também pretende aprofundar estudos sobre novas tecnologias digitais aplicadas ao sistema financeiro. Entre as iniciativas analisadas está a tokenização de ativos, apontada por Dilma Rousseff como uma alternativa capaz de acelerar operações e ampliar o acesso ao financiamento. A presidente destacou que a próxima etapa da estratégia da instituição terá foco em infraestrutura de transporte, infraestrutura digital e projetos sociais, além da ampliação de iniciativas ligadas à transição energética. Entre os segmentos classificados como prioritários, Dilma destacou os pequenos reatores nucleares modulares, tecnologia que pode contribuir para ampliar a oferta de energia estável com baixa emissão de carbono.
“O banco se tornará maior, ecológico, digital, inovador, flexível e orientado para a cooperação. Ao mesmo tempo, manterá uma abordagem pragmática e foco na obtenção de resultados práticos”, declarou Dilma. Ela afirmou ainda que uma das prioridades da nova estratégia será ampliar o desenvolvimento dos mercados locais de capitais nos países integrantes do BRICS. “O desenvolvimento de oportunidades diversificadas em moedas nacionais, o aprofundamento dos mercados locais de capitais e a redução da dependência dos centros financeiros mundiais tradicionais”, disse ao detalhar os objetivos da instituição. Segundo Dilma, o Novo Banco de Desenvolvimento também pretende ampliar sua presença operacional em novos países que passaram a integrar o bloco nos últimos anos, consolidando o BRICS como alternativa real à ordem financeira global liderada pelo Ocidente.
A presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) do BRICS, Dilma Rousseff, defendeu que o banco incentive o financiamento em moedas locais de cada país, reforçando a política adotada pelo NDB rumo à completa desdolarização. Sua fala ocorreu durante a cúpula NDB 2026 na Rússia. pic.twitter.com/gPNcTsOEJz
— Análise Geopolítica (@AnaliseGeopol) May 16, 2026