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A deputada e pré-candidata ao Senado Gleisi Hoffmann utilizou suas redes sociais nesta sexta-feira para desmascarar o que chamou de uma verdadeira "lavanderia de dinheiro" operada pelo clã Bolsonaro. A forte reação da petista ocorre após novas e bombásticas revelações do site Intercept Brasil, que apontam a atuação direta do deputado Eduardo Bolsonaro na engrenagem financeira montada nos Estados Unidos para custear o filme "Dark Horse", cinebiografia de seu pai, Jair Bolsonaro.
Segundo Gleisi, os novos documentos comprovam o envolvimento profundo entre o Banco Master, o banqueiro Daniel Vorcaro e parlamentares da extrema-direita em um esquema de repasses internacionais altamente suspeito. De acordo com a denúncia da presidente do PT, o Banco Master funcionava como uma espécie de banco privado da família Bolsonaro e de seus cúmplices.
A engrenagem consistia no recebimento de milhões de dólares por Flávio Bolsonaro, negociados diretamente com o banqueiro Daniel Vorcaro — a quem chamava de "irmão" —, que eram transferidos para um fundo controlado por Eduardo Bolsonaro em território norte-americano. Para inflar ainda mais o esquema, o projeto contava com aportes milionários de dinheiro público oriundo de emendas parlamentares destinadas por deputados da bancada bolsonarista, como Mario Frias e Marcel van Hattem, por meio de uma empresa de fachada que mantinha contratos suspeitos com a prefeitura de São Paulo.
Gleisi Hoffmann também ridicularizou a tentativa desesperada dos bolsonaristas de inverter a culpa e atacar as instituições que estão desbaratando a fraude. Para a líder progressista, é de uma "cara de pau" sem limites tentar jogar a responsabilidade do escândalo no colo das autoridades que investigaram, prenderam e liquidaram as operações fraudulentas do Banco Master. Com o cerco se fechando e a comprovação de que o clã utilizou uma produção cultural de fachada para movimentar fortunas no exterior, a pressão política e jurídica sobre o núcleo familiar do ex-presidente atinge o nível mais crítico desde o início das investigações.
Banco Master era mesmo o banco da família Bolsonaro e de seus cúmplices, confirmam as novas revelações do Intercept. Os milhões de dólares que Flávio recebeu do “irmão Vorcaro” iam diretamente para um fundo do irmão Eduardo lá nos EUA. E que também recebeu milhões em emendas de…
— Gleisi Hoffmann (@gleisi) May 15, 2026