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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou um recado contundente aos defensores do Estado mínimo e da lógica mercantilista na educação. Durante a inauguração de quatro novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, Lula afirmou categoricamente que o Brasil não pode permitir que o mercado determine quais cursos os jovens devem escolher nas universidades brasileiras. O presidente defendeu uma forte participação do Estado na definição das áreas estratégicas de formação profissional, deixando claro que a universidade pública deve atender ao projeto de desenvolvimento e emancipação nacional.
Com a clareza que lhe é característica, o mandatário pontuou que cabe ao poder público levantar quais profissionais o país realmente precisa formar, visando não apenas o ganho financeiro individual, mas a evolução e a autonomia do Brasil no cenário global. Lula aproveitou o evento científico para criticar o tratamento geopolítico dado ao país pelos países do Norte global, apontando que os brasileiros frequentemente são vistos com desdém ou como eternos colonizados quando o assunto é tecnologia e produção de conhecimento. Para virar essa página da história, ele defendeu a ampliação maciça de investimentos públicos em pesquisa científica e inovação.
O presidente também rebateu o eterno discurso da austeridade fiscal que tenta travar o avanço do país, ressaltando que recursos destinados a estruturas científicas de grande porte, como o acelerador Sirius, jamais devem ser encarados como despesas excessivas, mas sim como investimentos capazes de gerar retorno econômico, social e tecnológico. Em sua fala, ele comparou a estratégia de investimentos de longo prazo a uma compra a prestação que cabe no bolso, alertando que se a nação não calcular o custo histórico de deixar de investir em ciência, continuará refém das grandes potências.
As novas instalações inauguradas no Sirius vão ampliar a capacidade nacional de pesquisa em setores cruciais para a soberania do povo, como saúde, agricultura, energia, transição climática e nanotecnologia. O evento também marcou o lançamento da Pedra Fundamental do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, uma parceria entre os ministérios da Saúde e da Ciência, Tecnologia e Inovação. A iniciativa tem o objetivo de desenvolver tecnologias avançadas voltadas diretamente para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo biossensores e novos métodos de diagnóstico, provando que a ciência brasileira está a serviço da qualidade de vida da população.
Com informações do jornal O Estado de São Paulo
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