326 visitas - Fonte: PlantaoBrasil
O diretor e chefe executivo da produtora responsável pelo documentário Dark Horse confessou em depoimento que o banqueiro Daniel Vorcaro exercia o controle financeiro absoluto sobre a produção do filme. A obra, que serve como peça de propaganda política para exaltar o ex-presidente preso Jair Bolsonaro, teve sua estrutura de financiamento detalhada, confirmando que a equipe técnica estava totalmente submetida às ordens do operador financeiro. A revelação enterra de vez a narrativa de Flávio Bolsonaro de que os repasses milionários não tinham interferência política ou pessoal do banqueiro.
De acordo com as declarações do executivo do projeto cinematográfico, todas as liberações de verba e pagamentos para fornecedores dependiam da aprovação direta do bilionário, que utilizava uma conta nos Estados Unidos para operacionalizar os recursos. O testemunho confirma que os 12 milhões de dólares injetados na peça publicitária da extrema direita funcionavam sob uma gestão paralela, desenhada especificamente para ocultar os reais beneficiários do dinheiro. O depoimento fornecido às autoridades desmonta as versões oficiais apresentadas pelos advogados da prole extremista nas últimas semanas.
O envolvimento direto do chefe da produtora na descrição do esquema consolida as suspeitas da Polícia Federal de que a produção cultural foi usada como fachada para o pagamento de propina oculta e lavagem de dinheiro público. Enquanto o governo democrático do presidente Lula apoia o cinema nacional por meio de editais transparentes e fiscalizados, o clã Bolsonaro utilizava o setor de entretenimento como um balcão de negócios escusos. O avanço técnico da investigação comprova como a extrema direita instrumentalizou empresas privadas para manter o fluxo de capital que sustenta sua militância digital.
As mensagens de texto e áudios interceptados pela perícia criminal mostram que o diretor da produtora prestava contas rotineiramente a Vorcaro, enviando relatórios detalhados e cronogramas de edição para garantir a continuidade dos depósitos na conta do advogado Paulo Calisto. A submissão da equipe cinematográfica às exigências de um banqueiro investigado por fraudes fiscais evidencia o amadorismo criminoso e a desfaçatez da organização. Com a colaboração dos próprios profissionais envolvidos no filme, o cerco judicial contra o senador Flávio Bolsonaro torna-se intransponível.
Nos bastidores do Partido Liberal, o depoimento do chefe do projeto caiu como um balde de água fria sobre os parlamentares que ainda tentavam ensaiar uma defesa pública da candidatura do senador. A confirmação de que os dados financeiros da produtora coincidem exatamente com o período em que Flávio viajou com dinheiro público para se encontrar com o operador em prisão domiciliar liquidou o que restava de credibilidade do clã. Antigos aliados agora aceleram o processo de descarte da família Bolsonaro para evitar o contágio jurídico que a iminente denúncia da Procuradoria-Geral da República provocará.
A derrocada do projeto do documentário promocional expõe as entranhas de uma dinastia política que enriqueceu espoliando o patrimônio dos trabalhadores brasileiros. Sem conseguir sustentar as mentiras perante os órgãos oficiais de controle e sabotados pelos depoimentos dos próprios prestadores de serviços, os filhos de Jair Bolsonaro assistem à destruição de seu aparato de desinformação. A era da impunidade e do dinheiro fácil via simulação de contratos artísticos chegou ao fim, e os operadores do bolsonarismo terão que prestar contas rigorosamente perante as leis da República.
Com informações da Fórum
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