911 visitas - Fonte: Plantão Brasil/X
A base aliada da extrema direita está em colapso diante das seguidas contradições e mentiras de Flávio Bolsonaro. O senador, que tenta viabilizar sua candidatura presidencial para enfrentar o presidente Lula, mentiu para os próprios aliados em reuniões internas. A situação se tornou insustentável após vir à tona que ele utilizou dinheiro público para viajar de Brasília a São Paulo para se encontrar com o empresário Vorcaro, que cumpre medidas restritivas e usa tornozeleira eletrônica. Cada dia surge uma versão nova, gerando revolta até na imprensa tradicional, que aponta que o parlamentar tenta fazer a população de trouxa.
O escândalo financeiro do clã aumentou com a revelação de que verbas ocultas e repasses milionários de Vorcaro sustentaram Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O ex-subsecretário de Cultura, Helio Porciúncula, confessou ter comprado uma mansão de quase 4 milhões de reais, levantando fortes suspeitas de atuar como laranja do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar, condenado a 27 anos e 3 meses. A estratégia de usar fundos internacionais para esconder os verdadeiros donos do dinheiro começou a desmoronar, provando que o esquema de corrupção familiar vai muito além das antigas rachadinhas.
O isolamento político da família ficou evidente com o desembarque de antigos defensores radicais. O comentarista Rodrigo Constantino, conhecido por justificar todos os absurdos do governo anterior, declarou publicamente que se recusa a ser rotulado como militante bolsonarista ou a repetir narrativas encomendadas pela campanha de Flávio Bolsonaro. Ao mesmo tempo, partidos de direita e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, já iniciaram ataques sistemáticos para herdar o eleitorado do senador, que despencou sete pontos na última pesquisa Atlas e segue em queda livre.
Nos bastidores da residência familiar, o clima é de guerra declarada. Relatos de interlocutores indicam que discussões acaloradas entre Michele Bolsonaro e Jair Bolsonaro quase exigiram a intervenção da polícia. A ex-primeira-dama já demonstra publicamente seu distanciamento e usa as redes sociais para desabafar sobre o fardo de cuidar do marido. Pessoas próximas confirmam que Michele está decidida a pedir o divórcio e só não o fez ainda para não prejudicar suas ambições eleitorais de se tornar senadora pelo Distrito Federal.
O desprezo mútuo dentro do clã ficou escancarado quando Michele Bolsonaro foi questionada por jornalistas sobre a crise na campanha do enteado. Em vez de defender o aliado, ela reagiu com deboche e gargalhadas, disparando que as perguntas deveriam ser feitas diretamente a ele. Enquanto a madrasta abandona o barco, Flávio Bolsonaro correu para se consultar com o pai em prisão domiciliar, recebendo a ordem de manter a candidatura a qualquer custo para tentar salvar o que restou do capital político do grupo.
Toda essa estrutura baseada em mentiras e na manipulação de redes sociais começa a perder força diante da realidade dos fatos. A militância progressista e os setores de esquerda intensificam a arrecadação de pré-campanha para combater a estrutura milionária e clandestina montada pela extrema direita. Com o avanço das investigações da Polícia Federal e a quebra de sigilos, o projeto de poder da família Bolsonaro se desintegra publicamente, deixando os antigos aliados desesperados e sem narrativas para sustentar o insustentável.
Assista:
Adriana Araújo, BandNews: "Flávio Bolsonaro está nos pedindo um atestado de trouxa." Negou, admitiu, visitou Vorcaro com tornozeleira e disse que foi "botar ponto final". Cada dia uma versão nova. O Brasil não é trouxa, Flávio. pic.twitter.com/W810t08sp9
— O PROGRESSISTA (@ambrosi_bispo) May 20, 2026