FIM DA FARRA DOS BANQUEIROS: Galípolo endurece regras após rombo e liquidação do Banco Master

Portal Plantão Brasil
19/5/2026 13:56

FIM DA FARRA DOS BANQUEIROS: Galípolo endurece regras após rombo e liquidação do Banco Master

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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, usou uma audiência pública para mandar um recado duro ao mercado financeiro e anunciar medidas severas contra a irresponsabilidade de banqueiros. Galípolo dissecou os erros graves que levaram à derrocada do Banco Master — instituição que foi alvo de liquidação extrajudicial pelo BC após se envolver em escândalos — e explicou que o colapso decorreu de uma manobra financeira altamente arriscada e insustentável. De acordo com o chefe da autoridade monetária, o banco captava dinheiro dos cidadãos no varejo usando a segurança do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mas desviava esses recursos para aplicar em ativos de alto risco incompatíveis com o perfil de proteção dos correntistas.

O diagnóstico técnico apresentado por Galípolo expôs um profundo descasamento entre os ativos e passivos da instituição, prática que dinamitou a capacidade do banco de honrar os resgates dos próprios clientes. Ele pontuou que o Banco Central acendeu o sinal de alerta máximo quando percebeu que a diretoria do Master continuava abrindo novas carteiras de crédito de forma irresponsável, em vez de vender ativos e reduzir sua exposição para salvar a liquidez. O economista fez coro com a indignação popular ao afirmar categoricamente que o que mais consterna a sociedade e as autoridades reguladoras não é apenas o tamanho da dívida deixada, mas sim o destino obscuro e lesivo dado ao dinheiro captado junto ao público.

Para fechar as brechas que permitiram o abuso do poder econômico e proteger a poupança do povo trabalhador, o Banco Central anunciou um novo pacote de regras estruturais. A partir de agora, haverá restrições rigorosas para a oferta de produtos que contam com a cobertura do FGC, sufocando a capacidade de instituições menores usarem o fundo público como isca para captações desmedidas e perigosas. Além disso, o Conselho Monetário Nacional (CMN) criou uma nova métrica financeira de controle chamada Ativo de Referência (AR), projetada especificamente para medir a liquidez real dos bancos e atestar se eles possuem ativos sólidos que possam ser convertidos em dinheiro vivo rapidamente no caso de turbulências.

A nova regulamentação cria um mecanismo automático de contenção para enquadrar bancos que tentem inflar suas captações sob o guarda-chuva do FGC. Pela nova norma do Banco Central, se o volume de dinheiro captado por uma instituição ultrapassar o limite prudencial estabelecido pelo Ativo de Referência, o banco será obrigado por lei a comprar títulos públicos federais. Essa exigência assegura que os recursos em excesso fiquem ancorados na segurança do Estado, servindo como um colchão financeiro obrigatório e impedindo que banqueiros utilizem o patrimônio de terceiros para alimentar bolhas ou aventuras especulativas que ameacem a estabilidade econômica do país.

Com informações do Brasil247

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